Um ano e meio depois de assumir a Prefeitura interinamente, o prefeito de Presidente Kennedy (ES), Dorley Fontão (PSD), disputa a reeleição este ano imerso em denúncias de corrupção.
De acordo com uma série de reportagens da Agência Fonte Exclusiva ao longo deste ano, as denúncias vão de superfaturamento em contratos do lixo, destacam gravações falando sobre pagamento de propina em caixinha de sapato, coação de trabalhadores de empresas terceirizadas e assédio sexual.
A Fonte Exclusiva destaca nesta reportagem 6 escândalos que emergiram na administração de Dorley Fontão só neste ano de 2020.
CONFIRA 5 ESCÂNDALOS DE DORLEY
1 – O Ministério Público Eleitoral do Espírito Santo (MPE-ES) pediu abertura de uma Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o prefeito interino de Presidente Kennedy, Dorley Fontão, por crime eleitoral.
Ele é acusado de praticar abuso do poder político e econômico ao distribuir kits escolares e uniformes para alunos da rede municipal, mesmo com as atividades nas escolas paralisadas em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
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2 – Dorley é investigado em função de uma denúncia de assédio sexual em seu gabinete.
O incidente está narrado pela denunciante no boletim de ocorrências de número 42993978, registrado no dia 19 de agosto, na delegacia da Polícia Civil no Município.
A suposta vítima é K.R.C., uma jovem de 24 anos. Ela teria procurado o Prefeito no gabinete na sede do governo para pedir emprego.
Ela disse ter procurado o gabinete do prefeito após tomar conhecimento que estava recebendo pessoas com pedidos de emprego.
Dorley teria lhe prometido vaga em uma empresa contratada para realizar obras públicas. No momento da despedida, durante um aperto de mão, “o prefeito a teria puxado pelo braço e tentado beijar sua boca”.
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3 – Adson Benevides Rangel, de 44 anos, é motorista de ambulância na Prefeitura de Presidente Kennedy. Ele era contratado por meio uma empresa terceirizada, a Multilimpe Conservadora de Serviços Ltda.
Este ano, durante a vigência do calendário eleitoral, o servidor foi chamado pelo encarregado da empresa, um homem identificado como Josiano de Aquino Silva, e comunicado oficialmente que estava de aviso prévio a partir do dia 31 de agosto.
Motivo da demissão: o motorista foi fotografado na casa de um adversário político do prefeito Dorley Falcão, que é candidato à reeleição.
O episódio não é um caso isolado e o encarregado não agiu sozinho. Ele foi orientado pelo próprio Prefeito, segundo revela áudio divulgado por Fonte Exclusiva.
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4 – O volume de denúncias que emergem diariamente em Presidente Kennedy, fazem da Prefeitura um “barril de pólvora” em ano eleitoral. E nesta pequena cidade rica turbinada por royalties do petróleo, as relações de poder parecem girar em torno de dinheiro.
E o valor da propina para agentes públicos no município, segundo relatos de um empresário, é mensurado pelo tamanho da caixa utilizada para guardar as quantias na hora da entrega.
Ou seja, de acordo com o tamanho da caixinha que acomoda o numerário, o receptor da propina já saberia quanto está recebendo do corruptor.
Uma dessas caixinhas teria sido entregue a um homem identificado como Rodolfo, que seria filho do prefeito Dorley Fontão.
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5 – Levantamento do Ministério Público de Contas do Estado do Espírito Santo apontou superfaturamento e uma série de vícios de origem no modelo de contratação milionária da empresa Fortaleza Ambiental e Gerenciamento de Resíduos Ltda-ME, que atua no serviço de limpeza pública em Presidente Kennedy.
Por meio de um único certame, a empresa também é dona do negócio do lixo nas cidades de Marechal Floriano, Castelo e Alegre, no mesmo Estado. O Ministério Público de Contas apontou indícios de fraude no modelo de contratação.
Só em Kennedy, o faturamento com o negócio chega a mais de R$ 5 milhões por ano.
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6 – Durante a pandemia da Covid-19, a Prefeitura de Presidente Kennedy (ES) contratou a empresa Play City Eventos Eireli – EPP para instalar centros de triagem e salas hospitalares provisórias no município ao custo de R$ 598,355 mil. A estrutura é destinada ao atendimento de pacientes com Covid-19. O contrato foi firmado com dispensa de licitação.
O Ministério Público de Contas (MPC), no entanto, suspeita que haja um sobrepreço de 800% no valor do contrato e recomendou ao município que se abstenha de efetuar qualquer pagamento por esses serviços.
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