Manter o corpo em movimento é uma das estratégias para envelhecer com mais saúde e independência. A prática regular de atividades físicas pode ajudar pessoas idosas a preservar a força muscular, melhorar o equilíbrio e realizar tarefas cotidianas com mais segurança. Aos 88 anos, José Carvalho é um exemplo de quem procura manter esse hábito por meio de caminhadas e subidas de ladeiras.
Para ele, continuar ativo é uma forma de evitar o sedentarismo e as dificuldades de locomoção. “O que é eu faço? Caminhada e subo as ladeiras. E muita gente fica sentada aí cuidando da vida dos outros e depois tá de muleta”, comenta.
A importância de manter uma rotina de exercícios também é reconhecida por Renato Menezes, que está próximo dos 60 anos. Ele conta que precisou interromper temporariamente os treinos na academia após começar a sentir dores no joelho, mas já considera voltar à atividade física.
“Eu tava na academia e tudo tava diariamente na academia. Só que o joelho começou a doer, aí eu parei um pouquinho, mas já tô pensando em voltar novamente”, relata.
Exercícios ajudam a manter a mobilidade
Segundo o educador físico Jônatas Santos, a atividade física tem papel importante no envelhecimento saudável. O exercício contribui para preservar a força muscular, o equilíbrio e a mobilidade, capacidades fundamentais para manter a independência e reduzir as dificuldades na realização de atividades do dia a dia.
“E é aí que o exercício físico entra para dar mais mobilidade, dar mais força à pessoa idosa, trabalhar equilíbrio, para que ela possa fazer do dia a dia dela algo mais seguro”, explica.
O profissional ressalta que não existe uma modalidade ideal para todas as pessoas idosas. A escolha deve levar em conta as condições físicas, o histórico de saúde, as possíveis limitações e os hábitos de cada indivíduo.
Entre as opções está o treinamento resistido, conhecido popularmente como musculação. Quando realizado com cargas e intensidade adequadas, respeitando as necessidades de cada pessoa, esse tipo de exercício pode fortalecer os músculos e favorecer a capacidade funcional.
“Minha dica seria começar fazendo exercício de treinamento resistido, que é a famosa musculação. A musculação com baixo impacto, ajuda muito já a pessoa idosa em diversas áreas”, afirma Jônatas.
Acompanhamento profissional é fundamental
Para quem pretende começar ou retomar os exercícios, a orientação de um profissional capacitado é importante. A avaliação das condições de saúde permite adaptar os movimentos e a intensidade dos treinos, além de ajudar a corrigir a execução e reduzir o risco de lesões.
O cuidado é especialmente importante para quem sente dores ou apresenta limitações físicas. Nesses casos, insistir em exercícios sem avaliação adequada pode agravar o problema. A dor persistente no joelho, por exemplo, merece avaliação de um profissional de saúde antes da retomada dos treinos.
“Então o importante é você saber direcionar essa atividade, colocar o idoso com um profissional capacitado, que vai saber guiar tanto o exercício que tem que fazer, de que forma fazer, para evitar as lesões, que tem bastante em decorrência da musculação, né, que acontece. Eu acho que é um fator principal para encaixar o exercício físico na vida do idoso”, destaca o educador físico.
Além dos benefícios físicos, a prática de atividades adequadas também pode favorecer o bem-estar emocional e a socialização. Caminhadas, exercícios de fortalecimento e outras modalidades adaptadas à capacidade individual ajudam a manter o corpo ativo e podem contribuir para uma rotina mais independente.
Com orientação adequada e regularidade, a atividade física se torna uma aliada na prevenção das limitações associadas ao envelhecimento e na busca por mais saúde, autonomia e qualidade de vida na terceira idade.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








