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STF discute Lei Antifacção e analisa regras sobre Tribunal do Júri, prisões e progressão de pena

Audiência pública reúne 48 especialistas e representantes de instituições para discutir pontos da lei que criou o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.

redacao Por redacao
25/08/2026 - 07:59
em Política
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STF realiza audiência pública para discutir a Lei Antifacção. Tribunal analisa regras sobre Tribunal do Júri, prisão preventiva, bens e progressão de pena.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (24) uma nova rodada de debates sobre a Lei Antifacção, legislação que criou o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.

Antes de julgar quatro ações que questionam pontos da norma, a Corte decidiu ouvir especialistas, autoridades e representantes de diferentes instituições.

A audiência pública é conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos. Ao todo, 48 convidados participam dos debates para apresentar análises e argumentos sobre os trechos da legislação que estão sendo contestados.

Entre os principais temas estão as regras para prisão preventiva, a possibilidade de perda antecipada de bens, o monitoramento das comunicações entre advogados e presos, mudanças na execução das penas e a competência para julgar crimes ligados a organizações criminosas.

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Homicídios e competência do Tribunal do Júri estão entre os pontos debatidos

Uma das discussões envolve as mudanças previstas para o julgamento de homicídios praticados por integrantes de organizações criminosas.

A Lei Antifacção permite que varas especializadas julguem determinados casos quando o crime estiver relacionado ao chamado domínio social estruturado, expressão utilizada para situações em que grupos criminosos exercem controle armado sobre territórios, atividades econômicas ou serviços.

O Ministério Público de São Paulo, porém, questiona essa possibilidade. Para o promotor de Justiça Olavo Pezzotti, a competência para julgar crimes dolosos contra a vida deve continuar sendo do Tribunal do Júri.

Segundo ele, uma vara criminal especializada não poderia assumir uma competência que é garantida constitucionalmente ao Tribunal do Júri.

O ponto é discutido na Ação Direta de Inconstitucionalidade 7958, uma das ações que estão sob análise do STF.

Progressão de regime também gera questionamentos

Outro ponto levantado durante a audiência foi o endurecimento das regras para a progressão de regime.

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro questionou os critérios previstos na nova legislação. O defensor público Emerson de Paula Betta argumentou que as mudanças podem criar situações que entram em conflito com o princípio da individualização da pena.

Como exemplo, ele citou casos de pessoas condenadas por crimes hediondos que, mesmo sendo primárias, poderiam precisar cumprir até 70% da pena antes de passar do regime fechado para o semiaberto.

Na avaliação da Defensoria, isso pode gerar uma situação contraditória, já que em alguns casos a possibilidade de livramento condicional, que permite o cumprimento da pena em liberdade sob determinadas condições, poderia surgir antes mesmo da progressão para um regime menos severo.

Debate reúne especialistas antes do julgamento

A audiência pública não representa o julgamento definitivo das quatro ações que questionam dispositivos da Lei Antifacção.

O objetivo é reunir informações, interpretações jurídicas e análises técnicas que poderão ajudar os ministros do Supremo durante o julgamento da constitucionalidade da legislação.

Os debates continuam nesta terça-feira (25), com novas manifestações dos participantes convidados pelo STF.

Depois da conclusão da audiência, o material apresentado deverá integrar os processos e servir de subsídio para a análise dos ministros sobre os pontos mais controversos da Lei Antifacção e seus impactos no combate às organizações criminosas no país.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AlexandreDeMoraes#CrimeOrganizado#Direito#LeiAntifacção#OrganizaçõesCriminosas#prisões#ProgressãoDeRegime#SegurançaPública#SupremoTribunalFederal#TribunalDoJúriBrasilJustiçaSTF
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