A brasileira Marina Lacerda, hoje com 37 anos, revelou em entrevista à rede norte-americana ABC News que foi vítima de abusos sexuais cometidos pelo bilionário Jeffrey Epstein quando tinha apenas 14 anos. Ela descreveu a mansão do empresário como uma “porta giratória de meninas”, relatando que Epstein chegava a abusar de até dez garotas por dia.
“Com Jeffrey Epstein, tínhamos que fazer sexo, querendo ou não”, afirmou Marina, que também contou ter acreditado inicialmente que receberia uma proposta de trabalho para ajudar a sustentar a família.
Papel decisivo no julgamento
Marina foi uma das testemunhas que forneceram provas consideradas essenciais para a condenação de Epstein por tráfico sexual em 2019, pouco antes de sua morte na prisão. Segundo ela, os abusos duraram três anos, até que Epstein perdeu o interesse quando ela completou 17 anos.
Na quarta-feira (3), Marina participou de uma coletiva de imprensa em Washington ao lado de parlamentares democratas e republicanos. Ela defendeu a aprovação de um projeto de lei que obrigue a divulgação de todos os documentos da investigação conduzida pelo FBI e pelo Ministério Público norte-americano.
“Como imigrante do Brasil, me sinto fortalecida em saber que aquela garotinha que lutava para sobreviver aos 14 e 15 anos finalmente tem uma voz”, disse.
Impactos políticos
O caso Epstein continua a gerar repercussão política nos EUA. Documentos já publicados citam nomes de personalidades e políticos, incluindo o ex-presidente Donald Trump, que nega qualquer envolvimento. O governo norte-americano, no entanto, informou que não existe uma “lista de clientes” nos arquivos da investigação, como chegou a circular em teorias de conspiração.
Epstein foi acusado de recrutar dezenas de meninas entre 2002 e 2005 e cumpriu acordo judicial em 2008. Em 2019, foi novamente preso, mas morreu na cadeia poucos dias depois, oficialmente por suicídio.
Da Agência Fonte Exclusiva.








