A 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (5), colocou o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, no centro de uma investigação sobre supostas fraudes em contratos públicos no Rio de Janeiro.
A ofensiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e incluiu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos 7 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
A investigação apura suspeitas de direcionamento de contratações em escolas estaduais para empresas previamente escolhidas e ligadas ao grupo investigado. A PF aponta indícios de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa.
Entre os alvos citados na decisão estão Thiago Rangel, assessores e empresários apontados como possíveis integrantes do suposto esquema. Reportagens também mencionam nomes como Fábio Pourbaix Azevedo, Rui Carvalho Bulhões Júnior e Luiz Fernando Passos de Souza como investigados na apuração.
Apesar de Rodrigo Bacellar aparecer em trechos da investigação como figura de influência política, ele não figura, nesta fase, entre os alvos dos mandados expedidos contra Thiago Rangel e outros investigados. A distinção é importante: ser mencionado em documentos da investigação não significa, automaticamente, ser alvo de medida cautelar ou ter imputação formal nesta etapa.
A decisão do STF também conecta a nova fase da operação a investigações anteriores, ampliando a apuração sobre a possível atuação de grupos políticos e empresariais em contratos públicos no estado.
Segundo a Polícia Federal, o suposto esquema teria envolvido empresas vinculadas ao grupo investigado, operadores financeiros e movimentações suspeitas de recursos. O foco principal, nesta fase, está em contratos ligados à área da Educação.
A defesa de Thiago Rangel nega irregularidades e afirma que prestará os esclarecimentos necessários. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
*Da Agência Fonte Exclusiva








