Em outubro de 2024, quando o prefeito Wladimir Garotinho celebrava sua reeleição em primeiro turno, o jornalista Roberto Barbosa publicou um artigo no portal VIU! alertando: a queda na cotação internacional do petróleo traria “tempos amargos” às prefeituras dependentes de royalties em 2025.
Menos de um semestre depois, o cenário previsto virou realidade em Campos dos Goytacazes (RJ), onde o rombo nas contas públicas chega a R$ 1,5 bilhão, a saúde está em colapso e o transporte público é considerado o pior do estado.
Wladimir Garotinho, no entanto, ignorou os sinais. Enquanto a cotação do barril despencava de US$ 80 para US$ 50, ele se divertia em resorts de luxo, “canjas” em shows financiados pela prefeitura e uma campanha eleitoral milionária.
“A eleição de 2024 foi a pá de cal nas finanças municipais”, diz o economista Wilson Souza.
Do luxo ao lixo: a conta chegou
A crise é escancarada nos hospitais:
- 💸 Falta de medicamentos básicos: Pacientes com fraturas expostas recebem apenas dipirona.
- 💸 Sangue e precariedade: Uma idosa internada no Hospital Geral de Guarus (HGG) há um mês enfrenta a falta de luvas e material cirúrgico.
- 💸 Transporte caótico: Ônibus sucateados e tarifas altas, mesmo com uma das maiores cargas tributárias do RJ.
- 💸 Dívida de R$ 100 milhões com hospitais conveniados com a rede pública municipal.
Leia também: Petróleo em 2025: Projeções de queda nos preços sinaliza tempos amargos nas Prefeituras
Enquanto isso, Wladimir Garotinho, agora presidente da Ompetro (Organização dos Municípios Produtores de Petróleo), entidade criticada por existir “apenas no papel” e colocada a serviço de seus interesses políticos, culpa a queda do petróleo. Mas o buraco é mais embaixo. O cenário revela que a previsão virou tragédia:
- ⚠️ Dívidas milionárias com fornecedores.
- ⚠️ 114 técnicos imaginários: Promessa de campanha de 2020, os supostos especialistas nunca apareceram para mostrar um plano concreto, por uma razão simples: eles nunca existiriam
- ⚠️ O conto de R$ 1 bilhão em caixa: Wladimir Garotinho também dizia que tinha dinheiro guardado em caixa, superávit, o que se revelou mais uma mentira
- ⚠️ Royalties em declínio: A Bacia de Campos, que já foi responsável por 80% da produção nacional, hoje responde por apenas 30%.
Enquanto isso, a ostentação em passeios de lancha. Confira:
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O artigo profético de Roberto Barbosa
Em seu texto de 2024, o jornalista Roberto Barbosa projetou o cenário atual:
- 🔻 Queda na demanda chinesa: Com crescimento econômico reduzido a 3%, a China compra menos petróleo.
- 🔻 Guerras e eleições: Conflitos no Oriente Médio e a eleição nos EUA impactariam os preços.
- 🔻 Carros elétricos: Ainda que timidamente, reduzem a dependência global do óleo.
“Prefeitos petrorrentistas terão de adotar medidas antipopulares: cortar gastos, demitir e aumentar impostos”, escreveu Barbosa. Em Campos, porém, Garotinho fez o oposto: aumentou despesas, ampliou a folha de pagamento e manteve obras superfaturadas.
O mito da Ompetro e o futuro incerto
Como presidente da Ompetro, Wladimir Garotinho promete “lutar por mais recursos”, mas a entidade não tem projetos relevantes. Enquanto isso, a população cobra:
- 💰 Fim do desperdício: “Por que não cortaram luxos antes?” questiona Maria Souza, mãe de uma jovem com endometriose sem acesso a remédios.
- 💰 Transparência: Nenhum hospital foi inspecionado por órgãos de controle, mesmo com denúncias de desvio de remédios.
O Caminho para a recuperação?
Especialistas apontam soluções duras:
- 🔥 Revisão de contratos e corte de gastos supérfluos.
- 🔥 Diversificação econômica: Atrair indústrias além do petróleo.
- 🔥 Aumento de receita própria: Cobrança de dívidas fiscais e reforma tributária.
Enquanto isso, Campos dos Goytacazes serve de alerta para outras cidades petrorrentistas: dependência do petróleo sem planejamento é uma bomba-relógio, principalmente quando o orçamento é inteiramente dedicado aos projetos eleitoreiros.
🔍 Fontes: Artigo de Roberto Barbosa (VIU!/2024), relatos de moradores, dados da Prefeitura de Campos e do Departamento de Energia dos EUA.







