*Da redação
As queimadas na Amazônia que se acentuaram desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro deste ano, despertam um clamor mundial, tornando-se pauta de discussões entre líderes globais e organismos internacionais.
Para confrontar as reações internacionais à destruição da floresta, o governo brasileiro diz que há uma tentativa de interferências em assuntos internos por parte de outras nações. Ou seja, o governo diz que a Amazônia é um problema do Brasil.
A Igreja Católica virou alvo de críticas por parte do governo brasileiro, porque do dia 6 ao dia 27 de outubro, em Roma, o Vaticano estará realizando o Sínodo da Amazônia, uma reunião do papa Francisco com 250 bispos e cardeais de todo o mundo.
O tema será “Amazônia: novos caminhos para a igreja e por uma ecologia integral”.
O governo Bolsonaro amplificou uma informação que passou a ser disseminada nas redes sociais: “o Sínodo da Amazônia teria a intenção de emancipar e separar trechos da floresta brasileira”. A agência de checagem de notícias #FlonteExclusiva (#FE) apurou a informação.

“O Sínodo da Amazônia quer emancipar a floresta brasileira”. Esta notícia é falsa. Ainda que fosse uma vontade do Vaticano, seria impossível isso acontecer, porque o evento é restrito a Igreja Católica, sem qualquer poder político ou militar para executar um movimento separatista em território de outros países.
A defesa do separatismo nem consta no documento, conforme destacou o diretor do Dicastério para a Comunicação Social do Vaticano, Andrea Tornielli, em editorial divulgado na quinta-feira (19).
“Esta informação é pura falsidade simplesmente porque o Sínodo é uma reunião da Igreja, dos Bispos, não tem nenhum poder político, não é um Parlamento e, portanto, não pode entrar na soberania de nenhum dos nove países em cujo território se situa a Amazônia. Então é uma pura falsidade e, também, parece uma piada, uma brincadeira”, disse Tornielle.

O Sínodo é uma iniciativa da Igreja Católica para discutir evangelização na Amazônia e também política ambiental e preservação florestal. Esta informação é verdadeira.

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A iniciativa é vista com desconfiança pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), que já falou sobre supostos planos de ONG’s para separar trechos da maior floresta tropical do mundo do Estado brasileiro.
O ex-comandante do Exército e atual assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Eduardo Villas Bôas, já afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que o Sínodo desperta “preocupação” e que o evento “escapou para questões ambientais e também tem o viés político”.








