É falsa a informação que os deputados Wladimir Garotinho (PSD-RJ) e Marcão Gomes (PL) votaram contra a prorrogação do auxílio emergencial na Câmara Federal.
Segundo levantamento da Agência Fonte Exclusiva, os dois parlamentares que são adversários políticos e tem base eleitoral na cidade de Campos, na verdade, votaram favoráveis a criação do Auxílio e pelo reajuste de R$ 200 para R$ 600.
Mas ainda que estejam em campos políticos opostos, os dois deputados passaram a ser alvos com ataques iniciados por meio de uma distorção de informação em função da votação em outro projeto, que originalmente não envolvia prorrogação do auxílio emergencial. Posteriormente, a distorção transbordou para uma Fake News.
Um dos propagadores da informação falsa é um militante do PT, Gilberto Gomes, que tem um blog hospedado na página do jornal local Folha da Manhã. Ele também é pré-candidato à Câmara de Vereadores.
ENTENDA O CASO
A Câmara dos Deputados votou na quarta-feira (15) a proposta que impede a Justiça de bloquear o auxílio emergencial de R$ 600, em razão de dívidas. A exceção, segundo o texto aprovado, é o caso de pensão alimentícia, no limite de até 50% da parcela mensal. O texto agora segue para ser votado no Senado.
O projeto de Lei 2801/20 é de autoria dos deputados Alexandre Leite (DEM-SP), Luis Miranda (DEM-DF) e Efraim Filho (DEM-PB). O texto foi aprovado na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ).
O texto que é substitutivo a Lei 13.982/20, também proíbe o bloqueio ou penhora de outros benefícios para distribuição direta de renda enquanto perdurar o estado de calamidade pública em razão do novo coronavírus. Nesses outros casos também será possível eventual desconto de pensão alimentícia. O substitutivo, portanto, nada mas faz do que conferir natureza alimentar ao auxílio emergencial.
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ORIGEM DA FAKE NEWS
Durante a votação, a bancada do PT apresentou uma emenda de plenário, com assinaturas obtidas durante a sessão, propondo a prorrogação do Auxílio Emergencial até dezembro, só que não definiu fonte de custeio para a proposta, o que é inconstitucional e poderia retardar a aprovação do projeto original. Por isso, a proposta foi rejeitada pela maioria dos parlamentares, com Wladimir e Marcão também votando contra.
Os autores da proposta atingiram o objetivo, que foi criar um fato político ainda que o projeto não prosperasse. Já os dois deputados de Campos, a partir daí, passaram a ser alvos de notícias falsas e distorcidas em suas bases eleitorais, principalmente em redes sociais e grupos de Whatsapp.
O projeto aprovado sem a emenda da bancada do PT, no entanto, foi elogiado por integrantes da bancada de esquerda. A parlamentar Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder da Minoria, por exemplo, afirmou que o projeto, que agora vai para análise no Senado, é importante para “que o pleno auxílio seja utilizado sem penhoras nem confisco pelo sistema financeiro.
A lei que instituiu o Auxílio Emergencial já prevê que o presidente Jair Bolsonaro poderá prorrogar a vigência do benefício por meio de decreto.








