A devastadora crise da Usina Sapucaia, localizada em Campos dos Goytacazes (RJ) e hoje administrada pela Coagro, transforma o cotidiano de centenas de famílias após o anúncio de demissões que atingem funcionários com até 20 anos de serviço. Em meio à maior crise da história do setor sucroalcooleiro local, a usina passa a utilizar cheques pré-datados para 2026 como forma de pagamento das indenizações, gerando insegurança e revolta entre aqueles que buscam justiça por direitos trabalhistas.
Funcionários demitidos enfrentam dificuldade para recorrer à Justiça do Trabalho, alimentando teorias sobre uma suposta blindagem garantida por um advogado com ligações familiares na magistratura. A insegurança jurídica acirra ainda mais o clima de instabilidade, enquanto fornecedores de cana também acumulam cheques sem garantia de pagamento.
A dívida da usina, segundo fontes de mercado, já teria superado a marca de R$ 100 milhões — valor ainda não confirmado oficialmente, mas que reflete o enfraquecimento do setor produtivo e o risco social para o Norte Fluminense. Os atrasos salariais e cortes também atingem empresas de maior porte, como a Raízen, que fechou unidades na região em 2025, segundo reportagens recentes do Portal VIU!.
Ainda assim, há sinais de vitalidade: parte das terras da Usina Sapucaia abriga cerca de seis mil cabeças de gado, administradas por Paulo, que podem representar uma esperança para a quitação das dívidas mais urgentes. A possível venda desse rebanho é vista por fontes próximas como solução capaz de salvar a empresa do colapso total, garantindo a sobrevivência e evitando consequências mais graves para empregos e cadeias produtivas da região.
No contexto de crise, o caso da Usina Sapucaia serve de alerta sobre a vulnerabilidade do agronegócio fluminense, os riscos do desemprego em massa e a tensão social diante das disputas por justiça e sobrevivência. Com dívidas que envolvem o governo federal e ameaças de ações judiciais, a usina está no centro de debates sobre reforma agrária e o futuro do setor sucroalcooleiro no Brasil.







