A Usina Sapucaia, administrada pela Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio (Coagro), enfrenta uma crise financeira sem precedentes e anunciou que irá promover demissões, atingindo inclusive funcionários com até 20 anos de casa. O comunicado foi feito em reunião pelo presidente da cooperativa, Frederico Paes, que afirmou que o corte é necessário para garantir a sobrevivência da empresa diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.
Durante o encontro, Paes destacou a gravidade do momento vivido pela indústria e reconheceu o esforço dos colaboradores que acompanham a trajetória da Coagro há décadas, incluindo aqueles que vieram da antiga São José, há 22 anos, e os efetivados desde 2015. “A demissão não é por escolha técnica ou falha dos funcionários, mas sim uma questão de sobrevivência diante da necessidade de enxugar custos”, ressaltou o presidente. Ele enfatizou ainda o compromisso de “não jogar a toalha” e de buscar alternativas para atravessar esse período adverso.
A crise que atinge a Coagro reflete o enfraquecimento econômico de Campos dos Goytacazes, maior cidade do Norte Fluminense, e a dificuldade do setor em arcar com o pagamento de fornecedores de matéria-prima. O atraso de salários e os cortes necessários têm sido realidade para diversas usinas, inclusive grandes empresas como Raízen, que fecharam unidades em 2025.
Empregados afetados lamentam o momento e reconhecem a necessidade do ajuste para garantir a continuidade das operações, mas reforçam o impacto das demissões após tantos anos de dedicação. A situação na Usina Sapucaia serve de alerta para a vulnerabilidade do agronegócio fluminense e os riscos do desemprego e da desaceleração industrial na região.
*Com reportagem da Agência Fonte Exclusiva.







