Mais de três anos após os ataques de 8 de janeiro de 2023, o Supremo Tribunal Federal já condenou 1.402 pessoas por participação nos atos que atentaram contra as instituições democráticas no país.
Do total de condenados, 431 cumprem penas de prisão, além de multas e indenizações que, juntas, chegam a cerca de R$ 30 milhões.
Outros 419 réus receberam penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade, enquanto 552 investigados confessaram participação e passaram a cumprir medidas restritivas de direitos.
Entre os condenados considerados parte do núcleo central da organização está o ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu a maior pena: 27 anos e 3 meses de prisão.
Ele e outros 28 acusados foram responsabilizados por crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
Além disso, aproximadamente 400 pessoas foram condenadas a penas mais leves, com até um ano de prisão.
Atualmente, 190 pessoas permanecem presas. Desse grupo, 169 já possuem condenação definitiva — sendo 111 em regime fechado, três em semiaberto e 55 em prisão domiciliar. Outras 21 seguem detidas provisoriamente, aguardando julgamento.
Em relatório recente, o ministro Alexandre de Moraes destacou que as instituições brasileiras reagiram com firmeza diante dos ataques, apesar da persistência de um cenário de polarização política.
Segundo ele, grupos extremistas continuam atuando, inclusive por meio de plataformas digitais, sendo alvo de investigações relacionadas à disseminação de desinformação e ataques ao Judiciário.
O Supremo afirma que seguirá conduzindo os processos e responsabilizando os envolvidos, com o objetivo de garantir a preservação da ordem democrática e a independência entre os poderes.
*Da Agência Fonte Exclusiva








