Na mais recente pesquisa do instituto Datafolha, 51% dos entrevistados consideram que o presidente Jair Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate a pandemia do coronavírus.
Nas redes sociais, mesmo com as organizações internacionais de saúde recomendando o isolamento social para conter a disseminação do vírus, o presidente brasileiro não apenas faz campanha contrária como sai às ruas, provocando aglomerações e dispensando princípios básicos de higiene, conforme demonstra um vídeo em que aparece limpando o nariz e posteriormente cumprimentando uma idosa.
Bolsonaro não apenas afronta as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate ao coronavírus. Ele limpa o nariz e cumprimenta as pessoas sem lavar as mãos. Na bozolândia, a pandemia continua sendo uma "gripizinha". pic.twitter.com/1R2B0Efhcl
— Roberto Barbosa (@rgbarbosa) April 10, 2020
Realmente em termos de cooperação, é nota zero, porque como presidente, Bolsonaro é um potencial transmissor de Coronavírus, sem contar que resolveu assumir as funções de garoto propaganda de um medicamento, a cloroquina.
A imagem que continua expressando por meio de atos e palavras é que a Covid-19 é uma gripe, que em caso de contágio, basta ingerir a cloroquina e pronto. Tudo resolvido e vida que segue. É uma muita insensatez diante de uma doença que nem mesmo os cientistas conhecem totalmente.
Entre os presidentes de instituições, como STF, Câmara dos Deputados e Senado Federal, a percepção é de que Bolsonaro é incapacitado para as funções de chefe de Estado. A imprensa mundial e os Estadistas de outros países (pasme!) identificaram isso antes deles.
Agora Bolsonaro começa a perder também o apoio das ruas. Uma parcela considerável de brasileiros já têm a percepção que o país é uma aeronave sob o comando de um piloto louco. Vai sobrando apenas a lealdade de um nicho de apoiadores dispostos a pular de qualquer a altura, mas a tendência é de que o derretimento no seio desta parcela também será uma questão de tempo.
De acordo com matéria assinada pela jornalista Laryssa Borges na Veja, em recente encontro na casa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente do Senado Davi Alcolumbre verbalizou essa percepção: “O governo acabou. A diferença é saber se ele chega a 2022”, teria afirmado o senador, segundo a repórter de Veja.
A vulnerabilidade do governo está exposta. Bolsonaro não tem base parlamentar, está em rota de colisão com a imprensa e as instituições, mas, segundo a pesquisa do Datafolha, ele ainda tem 30% de apoio popular.
Contudo, a cadeira de presidente queima, principalmente em períodos de crise. Bolsonaro já foi avisado que a crise econômica é latente. O governo e seus falcões com a devoção ao liberalismo não terão remédio para aplacar a voz rouca das ruas. Por isso, Bolsonaro é orientado a criar narrativas para responsabilizar governadores que mantiveram os decretos de isolamento social, enquanto ele sai às ruas para incitar a platéia e retornar ao trabalho.








