A audiência de custódia do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, realizada por videoconferência neste domingo (23), registrou a versão do ex-mandatário sobre o episódio que levou à sua prisão preventiva na Pet 14.129/DF. Conduzida pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, a sessão confirmou a legalidade da detenção e manteve as medidas impostas.
Bolsonaro relatou ter vivido um episódio de “paranoia” entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada de sábado (22), após a interação inadequada de dois medicamentos prescritos por médicos distintos: pregabalina e sertralina. Segundo ele, a combinação provocou alucinações que o levaram a acreditar que havia uma escuta instalada na tornozeleira eletrônica.
Ele afirmou ter usado um ferro de solda para tentar abrir o equipamento, interrompendo a ação ao perceber o que estava fazendo. Bolsonaro disse ainda que comunicou espontaneamente o ocorrido aos agentes responsáveis pela custódia e negou qualquer intenção de fuga. Declarou também que não houve rompimento da cinta da tornozeleira.
O ex-presidente explicou que estava em casa com a filha, o irmão e um assessor, todos dormindo no momento da manipulação do dispositivo. Segundo ele, foi a primeira vez que experimentou um surto dessa natureza desde que começou a utilizar um dos remédios quatro dias antes.
A Procuradoria-Geral da República, representada por Joaquim Cabral da Costa Neto, confirmou que não houve relatos de abuso policial durante o cumprimento do mandado de prisão. Já a defesa reiterou que Bolsonaro não tinha intenção de evadir-se.
Ao final da audiência, a juíza homologou a prisão, destacando que o mérito do caso será analisado pelo ministro relator.
*Da Agência Fonte Exclusiva








