Dos 55 detentos mortos durante rebelião em quatro presídios de Manaus entre os dias 26 e 27 de maio, 22 (40%) estavam confinados no sistema carcerário sem julgamento.
Entre os mortos, estava um homem que entrou no sistema 3 dias antes do massacre.
Os dados foram levantados pelo site G1 com base nas informações da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).
Ainda segundo os dados apurados, 45,2% dos presos são provisórios no estado do Amazonas, quando a média nacional é de 35,9%.
A maioria dos mortos durante o massacre nos presídios morreu por asfixia ou por golpe de objeto perfurante. O massacre foi motivado por uma disputa de poder interna dentro da Família do Norte (FDN), organização criminosa que controla rotas de tráfico na região.
As unidades prisionais onde aconteceram as mortes eram geridas pela empresa Umanizzare, responsável junto ao governo pela gestão de presídios no estado. Após o massacre, que repete ocorrido 2017, o governador do estado, Wilson Lima, anunciou o fim do contrato com a empresa e fará nova licitação de serviço.








