Pré-candidato à Prefeitura de Campos dos Goytacazes-RJ em 2020, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD/RJ) está concentrando artilharia no governo do prefeito Rafael Diniz (Cidadania).
Em discurso no plenário na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (04), o parlamentar pediu uma “apuração rigorosa” sobre as denúncias de desvio de recursos públicos federais na saúde do município do Norte Fluminense.
As denúncias foram encaminhadas pelo advogado Estevão Souza de Azevedo, relator da Comissão Permanente de Contratos e Convênios do Conselho Municipal de Saúde (CMS) local.
Em ofício (176/2019) encaminhado ao ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Azevedo pede apoio de uma equipe técnica do ministério para fiscalizar e auditar contratos entre o município e entidades filantrópicas na área de saúde, além da compra de medicamentos e insumos.
O documento sugere 13 pontos a serem fiscalizados e auditados no âmbito da secretaria Municipal de Saúde, e afirma que o Conselho não dispõe recursos humanos para executar a tarefa.
A saúde de Campos tem um orçamento de R$ 800 milhões/ano. Uma rede de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) formada por quatro hospitais filantrópicos e um privado ficam com R$ 288 milhões/ano deste bolo.
“Tenho aqui denúncias mau uso de verbas federais da saúde na cidade de Campos. Além disso, após ser divulgada na mídia local, um assessor do secretário de Governo foi a uma rede social dizer que ‘tem certeza de que a denúncia será arquivada, por que Campos não tem Ministério Público e nem terá”, disse o deputado.
Em sua fala, Wladimir Garotinho afirmou que vai, pessoalmente, procurar o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e protocolar a denúncia no Ministério Público Federal para pedir que medidas sejam tomadas.
OUTRO LADO
Em mensagem encaminhada ao Portal VIU! por meio de sua assessoria, o secretário municipal de Saúde de Campos, Abdu Neme, afirmou que “repudia qualquer insinuação de irregularidade em sua gestão”.
Ele destacou que “as contas, e as portas, da secretaria de Saúde estão abertas e, sendo solicitado, enviará quaisquer informações ao Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual ou qualquer outro órgão competente”.
Abdu Neme salientou que trabalha há 37 anos na Santa Casa de Misericórdia de Campos, onde, até sua nomeação como secretário, respondia pelo Setor de Hemodinâmica e que em função do novo cargo, tomou as medidas cabíveis para seu afastamento.
Ele disse que encaminhou ao Núcleo de Controle, Avaliação e Auditoria a orientação para que, caso chegasse alguma nota em seu nome, não seja paga.
O secretário também salientou que “os responsáveis pelas divulgações irresponsáveis e levianas, com único intuito de atingi-lo politicamente, serão acionados judicialmente”.








