Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o voto do ministro Luiz Fux na ação sobre a trama golpista expôs colegas a mais riscos de ataques políticos e até de sanções internacionais, especialmente por parte dos Estados Unidos.
Segundo fontes ouvidas, Fux teria “jogado os pares aos leões” ao adotar uma posição vista como contraditória em relação a manifestações anteriores.
A principal crítica é que Fux votou pela condenação do tenente-coronel Mauro Cid por abolição do Estado Democrático de Direito, mas absolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem Cid obedecia. Para ministros, a expectativa era de que o magistrado acompanhasse o relator, Alexandre de Moraes, condenando Bolsonaro e restringindo divergências apenas à dosimetria da pena.
A surpresa foi ainda maior porque Fux minimizou as articulações da tentativa de golpe, classificando-as como “bravatas”. O gesto foi interpretado como um enfraquecimento da resposta institucional do STF diante dos ataques à democracia.
Nos bastidores, colegas ironizaram que, enquanto bolsonaristas exaltam que Fux “honra a toga”, na prática ele teria “honrado a manutenção do visto” nos EUA, já que evitou o risco de sanções impostas pelo governo de Donald Trump.
Apesar das críticas, alguns ministros ponderam que a divergência faz parte do funcionamento de qualquer colegiado e lembram que magistrados têm direito de rever posições ao longo de suas trajetórias. Ainda assim, o voto de Fux foi considerado uma reviravolta que fragilizou a unidade da Corte.
Da Agência Fonte Exclusiva.








