Um novo estudo apresentado durante o congresso europeu UEG Week 2025, em Berlim, acendeu um alerta sobre o consumo de bebidas adoçadas artificialmente, como refrigerantes “zero” e “diet”. A pesquisa indica que essas versões, frequentemente vistas como alternativas mais saudáveis, podem representar maior risco de doenças no fígado do que as bebidas com açúcar tradicional.
O levantamento acompanhou mais de 123 mil pessoas por uma década, utilizando dados do banco britânico UK Biobank. Nenhum participante tinha histórico de doenças hepáticas no início do estudo. Os pesquisadores compararam o impacto das bebidas açucaradas com as versões adoçadas artificialmente e chegaram a um resultado surpreendente.
De acordo com os cientistas, o consumo diário de mais de uma lata de bebida diet (cerca de 250 ml) elevou o risco de doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (DHEADM) em 60%. No caso das bebidas com açúcar, o aumento do risco foi de aproximadamente 50%.
Além disso, apenas as bebidas diet mostraram correlação com mortes por doenças hepáticas, o que preocupou ainda mais os especialistas.
Os autores destacam que, embora livres de açúcar, os adoçantes artificiais podem interferir nos processos metabólicos e na microbiota intestinal, favorecendo inflamações e alterações hormonais. “Esses resultados desafiam a percepção de que as versões sem açúcar são automaticamente mais seguras”, afirmou um dos responsáveis pelo estudo.
Os pesquisadores também simularam o impacto da substituição dos refrigerantes por água: o risco de desenvolver a doença hepática caiu 12,8% entre consumidores de bebidas açucaradas e 15,2% entre os que preferiam as diet.
A conclusão reforça a importância de uma alimentação equilibrada e da redução do consumo de produtos ultraprocessados, independentemente da presença de açúcar.
“Evitar tanto o excesso de açúcar quanto de adoçantes é essencial para a saúde do fígado”, concluíram os autores do estudo.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








