Gilberto Gil e familiares ingressaram com uma ação por danos morais contra o padre Danilo César, da Paróquia São José, em Campina Grande (PB), após o religioso fazer comentários considerados ofensivos sobre a fé de Preta Gil durante uma homilia transmitida ao vivo, pouco depois da morte da cantora, em julho de 2025.
De acordo com a petição, o sacerdote teria ironizado as religiões de matriz africana ao questionar o poder dos orixás, mencionando Preta Gil como exemplo. A fala gerou ampla repercussão nas redes sociais e foi classificada pela família como um ato de intolerância religiosa e racismo religioso.
A ação foi protocolada na Justiça da Paraíba e pede indenização de R$ 370 mil por danos morais. Assinam o processo Gilberto Gil, Flora Gil, os irmãos de Preta Gil — Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José — e o filho da cantora, Francisco Gil.
Em nota, a Diocese de Campina Grande informou que o padre prestará esclarecimentos e que o caso será apurado internamente. O sacerdote ainda não se manifestou publicamente sobre a ação.
O episódio reacendeu o debate sobre intolerância religiosa no Brasil, especialmente em relação às religiões de matriz africana. Organizações civis e representantes da cultura afro-brasileira manifestaram apoio à família Gil e reforçaram a importância de responsabilizar discursos que reforçam estigmas.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








