A vacinação é uma das principais formas de proteger os cães contra a cinomose, uma doença viral altamente contagiosa que pode comprometer diferentes órgãos e, nos casos mais graves, provocar sequelas neurológicas e levar o animal à morte.
Apesar de ser mais comum em filhotes não imunizados, a doença também pode atingir cães adultos e idosos. O risco aumenta principalmente quando o animal não recebeu as doses de reforço das vacinas múltiplas, como V7, V8 e V10.
A cinomose é causada por um vírus da família Paramyxoviridae e tende a atingir com maior frequência animais que não foram devidamente vacinados.
Segundo a médica-veterinária Patricia da Costa, os filhotes passam por uma fase de maior vulnerabilidade quando a proteção recebida da mãe começa a diminuir.
“Ela é uma doença viral multissistêmica, altamente contagiosa e severa nos cães. Afeta todas as idades, no entanto, a incidência é mais alta em cãozinhos não vacinados. Eles começam a perder a imunidade materna com dois até seis meses de idade. Após isso, eles já precisam estar com todas as vacinações, senão eles ficam expostos a esse vírus”, explica.
Cinomose pode comprometer diferentes órgãos
A doença não se limita a um único sistema do organismo. Conforme a infecção avança, o cão pode apresentar alterações nos olhos e na pele, além de problemas respiratórios e digestivos.
Em situações mais graves, o vírus também pode atingir o sistema nervoso, provocando manifestações neurológicas e deixando sequelas mesmo depois da recuperação.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com animais infectados e com secreções eliminadas por eles, especialmente as respiratórias. Também existe possibilidade de contágio indireto por meio de objetos contaminados, como recipientes de água e comida, brinquedos e outros utensílios.
Por esse motivo, cães que não estão vacinados e frequentam locais com grande circulação de animais podem ficar mais expostos. O mesmo vale para animais que tiveram contato com cães de origem desconhecida.
Diagnóstico depende de avaliação profissional
A suspeita de cinomose leva em consideração diversos fatores. O veterinário avalia o histórico de vacinação, os hábitos do animal, os sintomas apresentados e os resultados de exames complementares.
Cães sem vacinação, com acesso frequente à rua ou que tenham vindo de abrigos podem apresentar maior risco de exposição ao vírus.
De acordo com Patricia da Costa, o diagnóstico é feito a partir da combinação dessas informações.
“O diagnóstico, a gente faz normalmente pelo exame clínico. A gente sabe o histórico: o animal não vacinado, o animal que tem acesso às ruas ou que veio de um abrigo. Aí a gente vem com um exame de sangue… Então é muito mais pelos exames, pelo histórico do animal e pelos sintomas que a gente tá vendo do animal”, afirma.
Tratamento é voltado para os sintomas
Não há um medicamento específico capaz de eliminar diretamente o vírus da cinomose. O tratamento é definido pelo médico-veterinário de acordo com os sinais apresentados e busca controlar os sintomas, dar suporte ao organismo e tratar possíveis complicações.
Como a doença pode evoluir rapidamente e causar consequências permanentes, o acompanhamento profissional é fundamental desde os primeiros sinais de suspeita.
A melhor estratégia, porém, continua sendo a prevenção. Manter a vacinação em dia, respeitar o calendário indicado pelo veterinário e evitar a exposição de animais não imunizados são medidas importantes para reduzir o risco de infecção.
*Da Agência Fonte Exclusiva








