A Casa Branca elevou o tom nesta terça-feira (9) ao comentar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que o governo de Donald Trump está disposto a “usar meios militares” para “proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, em referência a uma eventual condenação do ex-chefe do Executivo brasileiro.
Questionada sobre novas possíveis sanções contra o Brasil, Leavitt declarou:
“O presidente Trump não tem medo de usar meios econômicos nem militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo. A liberdade de expressão é a questão mais importante dos nossos tempos. O presidente Trump leva isso muito a sério, e por isso tomamos ações contra o Brasil.”
Apesar do tom duro, a porta-voz ponderou que, por enquanto, “não há nenhuma ação adicional” em curso contra o governo brasileiro.
O julgamento no STF
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, votou pela condenação de Bolsonaro e de outros sete aliados, integrantes do chamado núcleo crucial da trama golpista, acusados de tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Estão no banco dos réus, além de Bolsonaro:
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Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
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Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
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Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
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Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
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Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
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Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Se condenados com pena máxima em todos os crimes, Bolsonaro e aliados podem enfrentar até 43 anos de prisão. Entre as acusações estão tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Contexto internacional
As declarações da Casa Branca se somam à crescente pressão do governo Trump contra o Brasil, após sanções econômicas impostas em agosto e críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes. A possibilidade de envolvimento militar nas relações bilaterais adiciona tensão ao cenário político e diplomático.
Da Agência Fonte Exclusiva.








