Os EUA estão sendo levados à falência. O orçamento do país está sendo devorado pelo complexo-industrial militar, que nos últimos 18 anos já torrou US$ 4,7 trilhões em guerras no exterior.
O gasto ao longo dos anos, com recorde no governo de Donald Trump, levou país a um endividamento insuperável, provocando um gasto de US$ 32 bilhões por hora.
A cada cinco segundos, o governo dos EUA gasta mais no Iraque do que um americano médio recebe em um ano inteiro.
Os dados estão citados em artigo assinado pelo presidente do The Rutherford Institute, John W. Whitehead, na edição quinzenal do ConterPunch, publicação norte-americana sediada na Califórnia.
A publicação também cita a corrupção no governo e a incompetência no serviço público como fatores adicionais.
“O governo e altos funcionários enganam a população, exigindo cada vez mais dinheiro para o Exército”, destaca a publicação.
Levantamento da organização Open the Government demonstra que os militares norte-americanos gastam somas vultosas comprando produtos supérfluos a preços superfaturados.
É curioso que muitos dos produtos comprados pelas forças armadas não estão ligados à área militar. Uma poltrona, por exemplo, foi comprada ao custo de 9.241 dólares (R$ 35.200). Talheres de porcelana comprados pelo Exército custaram 53 mil dólares (R$ 202 mil).
O levantamento cita ainda a compra de bebidas alcoólicas por 308 mil dólares (R$ 1,2 milhão), bem como mariscos de luxo por 4,6 milhões de dólares (R$ 17,5 milhões).
DESCOMPASSO ORÇAMENTÁRIO
Há um descompasso entre o que governo arrecada e o que gasta. O país gasta muito mais do que recebe dos impostos e, por isso, é obrigado vender títulos da dívida pública, o que significa pedir dinheiro emprestado a outros países.
O maior comprador desses títulos é a China, seguida pelo Japão e Brasil, atualmente, os três maiores credores da dívida norte-americana.
O dinheiro obtido com esta operação de crédito “é usado para o financiamento das instituições estatais e guerras incessantes por todo o mundo, enquanto a educação, a saúde pública e a infraestrutura se encontram em decadência”, destaca a edição.
“Finalmente, os impérios militares inevitavelmente colapsam, ao se expandirem e gastarem tudo até ao último cêntimo. O mesmo aconteceu com Roma e agora se repete de novo. O império americano já está se destruindo. Estamos nos aproximando da massa crítica”, afirma a CounterPunch.
MORTE E INSEGURANÇA
Ainda que mantenha gastos e guerras, a Casa Branca não tornou o mundo mais seguro. De acordo com as avaliações de investigadores, os militares norte-americanos lançam bombas a cada 12 minutos em algum ponto do mundo, mas desde 2001 a morte de 500 mil pessoas está ligada às ações dos EUA.
O artigo de John W. Whitehead sublinha que os EUA estão caminhando para a falência total e que no país já estão visíveis vestígios os sintomas da derrocada.
Mas o governo americano tem o porrete em punho, estando pronto a reprimir quaisquer manifestações de descontentamento.








