A maioria dos brasileiros é contrária à redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto foram invadidas e depredadas em Brasília.
É o que revela a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (17). Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados disseram ser contra a diminuição das punições impostas aos envolvidos nos atos antidemocráticos. Outros 39% se declararam favoráveis à medida, enquanto 9% não souberam ou preferiram não responder.
O resultado representa uma mudança significativa em relação ao levantamento realizado em dezembro do ano passado, quando havia empate técnico entre os que defendiam e os que rejeitavam a redução das penas, com 46% para cada lado.
Maioria vê benefício direto a Bolsonaro
A pesquisa também investigou a percepção da população sobre a chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para 54% dos entrevistados, a principal finalidade da nova legislação foi reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já 34% acreditam que a norma tem o objetivo de beneficiar todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Outros 12% não souberam responder.
A lei alterou as regras de aplicação das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, abrindo caminho para pedidos de revisão de condenações, inclusive no caso do ex-presidente.
Divisão por perfil político
Os dados mostram forte polarização entre os grupos políticos
- 77% da esquerda não lulista rejeitam a redução das penas;
- 72% dos eleitores lulistas também são contrários;
- 73% dos bolsonaristas apoiam a diminuição das punições;
- 67% da direita não bolsonarista são favoráveis;
- Entre os independentes, 58% se posicionam contra.
O levantamento aponta ainda que 58% dos entrevistados não sabiam que o Congresso havia derrubado o veto presidencial ao projeto, permitindo a promulgação da nova lei.
Metodologia da pesquisa
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
*Da Agência Fonte Exclusiva








