No município de Bom Jesus do Itabapoana (RJ), no Noroeste Fluminense, cresce a preocupação da população com o possível desmonte do Hospital São Vicente de Paulo, referência na região em serviços de saúde. Segundo moradores e lideranças locais, o hospital tem sido alvo de uma campanha orquestrada de desmoralização, supostamente articulada pelo deputado estadual Thiago Rangel (Avante) e pelo prefeito Serginho Cyrillo (PL).
De acordo com o ativista e blogueiro Frederico Rangel, a ofensiva política tem como objetivo tomar o controle da unidade hospitalar para fins eleitorais, de olho no orçamento robusto do hospital e no uso da estrutura como base eleitoral nas eleições de 2026. Atualmente, a unidade hospitalar é gerenciada pelo Centro Popular Pró-Melhoramentos, uma entidade sem fins lucrativos.
“O hospital é o segundo maior empregador da cidade, perdendo apenas para a prefeitura. O controle da instituição representa poder político direto para captação de votos”, afirma Rangel.
Uma das estratégias dessa articulação seria o uso de milícias digitais para atacar a atual gestão do hospital, sob o comando do administrador Vitor Pavan. Recentemente, um pedido de informações sobre os repasses estaduais feito por Thiago Rangel à Secretaria de Estado de Saúde foi vazado à imprensa logo após ser protocolado, o que reforça a tese de uso político da estrutura pública para influenciar a opinião popular.
Thiago Rangel já é alvo de investigações da Polícia Federal, especialmente no âmbito da Operação Postos de Midas, em que é apontado como líder de uma organização criminosa especializada em fraudes de licitação, uso de empresas de fachada, lavagem de dinheiro em postos de combustíveis e até ligações com integrantes de facções do tráfico de drogas para captação de votos. O deputado também é investigado por rachadinha, e novas diligências seguem em andamento.
Fontes ligadas ao caso informam que novas operações podem ser deflagradas a qualquer momento, sobretudo se houver tentativa de obstrução das investigações. Isso incluiria prisões preventivas caso fique comprovada coação de testemunhas ou ocultação de provas. Alguns dos investigados no âmbito da mesma Operação já estão prestando depoimentos.
Nem o deputado Thiago Rangel nem o prefeito Serginho Cyrillo se manifestaram até o momento sobre as acusações, que já repercutem amplamente nas redes sociais e veículos locais.







