Quatro dias depois de ser diplomado como reeleito para mais um mandato parlamentar na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), o vereador Bruno Pezão (PP) já é considerado foragido da justiça. Procurado pela Polícia nesta sexta-feira (20), ele não foi encontrado em nenhum de seus endereços.
O mandato de prisão preventiva foi expedido pelo juízo da 3ª Vara Criminal de Campos nesta sexta-feira, por lavagem de dinheiro. O pedido se deu no âmbito do inquérito decorrente da Operação Pleito Mortal (relembre o caso no vídeo acima), deflagrada em setembro deste ano, pela Polícia Civil e o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).
A reportagem no vídeo acima foi veiculada no programa Direto da Redação no dia da Operação Pleito Mortal, em 18 de setembro deste ano.
Na ocasião, o parlamentar foi preso em flagrante com R$ 600 mil em sua residência, quantia que supostamente seria utilizada para a compra de votos.
Nos demais endereços ligados ao parlamentar a Polícia também apreendeu cheques e notas promissórias, o que totalizou R$ 1 milhão, contabilizando também a quantia em dinheiro.
Entenda a Operação Pleito Mortal
No dia 18 de setembro deste ano, em plena campanha eleitoral, agentes da 134ª Delegacia de Campos, juntamente com o Gaeco/MPRJ), deflagram a Operação Pleito Mortal, tendo como alvo o vereador Bruno Pezão e cabos eleitorais.
A investigação também apurava o assassinato do cabo eleitoral Aparecido Oliveira, executado a tiros no dia 19 de julho.
Pezão ficou dois preso sob acusação de lavagem de dinheiro, mas dois dias depois teve liberdade provisória concedida pelo juiz Samuel de Lêmos Pereira, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 90 mil.
Ele conseguiu disputar a eleição, sendo o quinto mais votado no pleito realizado em outubro deste ano.
*Da Agência Fonte Exclusiva







