O cenário do emprego no Brasil apresenta sinais de recuperação e mudança de perfil, tornando essencial que profissionais e jovens conheçam os setores com maior potencial de crescimento.
Entender essas tendências aumenta as chances de conquistar uma vaga, avançar na carreira ou até mesmo mudar de área, segundo especialistas ouvidos pelo O DIA.
De acordo com a Pnad Contínua, do IBGE, a taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, o menor índice desde o início da série histórica em 2012.
O número de desocupados caiu para 5,910 milhões, representando redução de 11,8% em relação ao mesmo período de 2024. O total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 39,182 milhões, com rendimento médio de R$ 3.528, aumento anual de 2,4%.
Segundo o Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, entre janeiro e outubro de 2025 foram criados 1,8 milhão de empregos formais, elevando o total de vínculos ativos para 48,99 milhões.
Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo, com destaque para Serviços (961.016 novas vagas), Indústria (305.641), Comércio (218.098), Construção (214.717) e Agropecuária (101.188).
Entre os grupos populacionais, as mulheres lideraram a geração de empregos em outubro, ocupando 65.913 vagas, contra 19.234 dos homens.
No Estado do Rio de Janeiro, outubro registrou 7.437 novos empregos formais, somando 104.193 postos nos dez primeiros meses de 2025. Os setores de Serviços (5.540 vagas), Comércio (2.863) e Indústria (223) se destacaram, enquanto Construção (-34) e Agropecuária (-1.155) tiveram desempenho negativo.
A maior parte das vagas foi ocupada por mulheres (5.292), com ensino médio completo (8.214), e jovens entre 18 e 24 anos (7.169).
Na capital, foram criadas 5.296 novas vagas, totalizando um estoque de 2,1 milhões de empregos formais, seguida por Niterói (682), Itaboraí (426), Macaé (338) e Duque de Caxias (272).
Para Cláudio Riccioppo, especialista em Gestão de Carreiras, 2025 foi marcado por um mercado mais seletivo. “As empresas contrataram menos por impulso e mais por necessidade real.
Setores tradicionais, como logística, energia e saúde, mostraram resiliência, enquanto áreas de tecnologia passaram por ajustes. O mercado está mais exigente, mas justo: quem entrega resultado continua encontrando oportunidades”, afirma.
Esses indicadores reforçam a importância de acompanhar tendências e preparar-se para as áreas que devem liderar a criação de empregos em 2026.
*Da Agência Fonte Exclusiva








