O Banco Central do Brasil está avaliando a possibilidade de conectar o Pix ao TIPS, sistema de pagamentos instantâneos administrado pelo Banco Central Europeu (BCE). A iniciativa ainda está em uma fase inicial de estudos e envolve uma série de análises antes de qualquer decisão sobre a implantação.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o projeto está em etapa de pré-investigação. Nesse momento, as instituições analisam questões jurídicas, técnicas, operacionais e relacionadas à segurança das transações. A previsão é que essa primeira fase seja concluída em setembro.
O Banco Central Europeu confirmou que existe uma avaliação preliminar sobre uma possível conexão entre as duas plataformas.
Nove áreas do BC participam do projeto
Dentro do Banco Central, o tema já foi levado às áreas responsáveis pela estrutura do sistema de pagamentos. Ao todo, nove setores da instituição participam das avaliações.
Os técnicos precisam verificar, entre outros pontos, se as infraestruturas utilizadas pelo Pix e pelo TIPS podem funcionar de forma integrada. Também estão sendo discutidas possíveis regras de governança, além dos requisitos necessários para garantir a segurança e o cumprimento das normas de cada região.
Por enquanto, não existe um acordo definitivo para a conexão. Qualquer implementação dependerá da conclusão dos estudos e da definição dos procedimentos que deverão ser adotados pelos dois lados.
Testes podem começar em 2028
Se o projeto avançar, uma das possibilidades estudadas pelo Banco Central é realizar um teste operacional em junho de 2028.
Como parte das negociações, um grupo formado por chefes-adjuntos do Banco Central brasileiro deve visitar o Banco Central Europeu em outubro. A expectativa é que as instituições apresentem algum resultado ou avanço das discussões ainda em setembro.
Como o Pix poderia funcionar na Europa
Uma eventual integração entre o Pix e o TIPS poderia facilitar pagamentos internacionais para brasileiros que estejam em países europeus.
Na prática, uma pessoa poderia utilizar sua conta bancária no Brasil para fazer um pagamento pelo Pix em um estabelecimento europeu. O consumidor faria a operação em reais, enquanto o comerciante receberia o valor correspondente em euros.
A conversão das moedas ocorreria durante a própria transação, de acordo com a possibilidade apresentada por Thiago Cavalcanti, presidente da Associação Nacional dos Auditores do Banco Central do Brasil (ANBCB).
A proposta, no entanto, ainda está em avaliação. Antes de chegar ao consumidor, a possível conexão entre Pix e TIPS precisará superar as etapas técnicas, jurídicas, operacionais e de segurança que estão sendo conduzidas pelo Banco Central brasileiro e pelo Banco Central Europeu.
*Da Agência Fonte Exclusiva








