Um levantamento considerando produção, pagamentos de impostos, massa de salários e geração de empregos definiu os 10 setores da iniciativa privada com maior peso na economia de Campos dos Goytacazes (RJ), a maior cidade do Norte Fluminense.
Os dados mostram um perfil diversificado de uma economia que atravessa uma de suas piores crises dos últimos tempos, mas que ainda consegue sobreviver com força de um mercado fomentado pelo petróleo, indústrias e um comércio ancorado por grandes redes do varejo.
O levantamento foi realizado pelo ex-presidente do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), Luiz Mário Concebida, com base em dados oficiais do município, Estado e União. Confira o ranking:
1 – Petróleo
O setor ainda é a força motriz da economia local, tendo a Petrobras, estatal petrolífera, ainda que se diada em Macaé, como grande protagonista na geração de riqueza.
2 – Energia
Neste quesito o estudo considera o setor de produção de energia, a unidade de Furnas Centrais Elétricas, e o consumo, com a concessionária Enel, que vende energia no mercado local.
3 – Combustíveis
Com uma rede de postos de 110 postos de combustíveis atuando no município e uma base de distribuição com atuação regional, este setor varejista assumiu grande importância na economia local na última década, tanto no quesito geração de emprego quanto no pagamento de tributos e taxas.
4 – Setor sucroenergético
Com apenas duas usinas sucroalcooleiras em operação, Nova Canavabra e Sapucaia, o setor ainda gera uma massa de salários, empregos e renda que ajudaram a atenuar os efeitos da crise. A safra deste ano chegou a permitir que Campos registrasse estatísticas positivas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados da Secretaria de Trabalho, órgão do Ministério da Economia. Só a Nova Canabrava está processando 600 mil toneladas de cana com foco na produção de etanol.
A unidade produz 35 milhões de litros de etanol por ano, gerando 1.500 empregos diretos e 4.000 empregos indiretos, segundo relatório do Conselho Permanente de Políticas para o Desenvolvimento do Estado do Rio (CPPDE).
5 – Saneamento
O saneamento básico, com serviços de água e tratamento de esgoto, também possui grande relevância, com geração de emprego direto e indireto, além do pagamentos de taxas e tributos.
6 – Químico
Apesar de ser um setor quase invisível na cobertura econômica local, o setor químico produz renda, emprego e divisas para o erário público. Neste setor destaca-se a empresa Purac Síntese, que utiliza o açúcar como matéria prima.
7 – Bebidas e Alimentos
O setor de bebidas ganhou impulso nos últimos anos com a fabricação de cervejas artesanais. Um desses projetos, financiado pelo Fundecam, ganhou prêmios em concurso nacional em função da qualidade do produto.
8 – Supermercados
No setor de supermercados, destaca-se a rede Superbom, maior empregador no setor varejista, que consolidou-se como uma das maiores redes de supermercados do interior do Estado do Rio.
9 – Roupas
O setor de vestuário tem relevância graças as grandes redes, como Renner, C&A e outras, que chegaram ao município e conseguiram sufocar concorrentes locais. Contudo, essas redes recrutaram mão-de-obra local, gerando impacto positivo no mercado.
10 – Telefonia
No municípios, as grandes operadoras de telefonia estão presentes por meio de franquias e venda ativa aos consumidores, também impactando no comércio, pagamentos de tributos e geração de emprego e renda.








