O presidente da Argentina, Javier Milei, precisou ser retirado às pressas de uma carreata nesta quarta-feira (27) em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, após homens atirarem pedras e garrafas contra o veículo em que estava. Segundo o porta-voz do governo, ninguém ficou ferido.
A carreata fazia parte de um ato do partido A Liberdade Avança e contou com a presença do deputado José Luis Espert, candidato nas eleições legislativas de outubro. Imagens que circulam nas redes sociais mostram Milei acenando da caçamba de uma picape quando começa a confusão. Espert deixou o local em uma moto, sem capacete.
De acordo com o jornal El Clarín, a carreata foi suspensa por motivos de segurança após confronto entre apoiadores e opositores. Espert acusou militantes ligados à ex-presidente Cristina Kirchner de provocarem o ataque, e afirmou que uma fotógrafa foi atingida por uma pedra.
O episódio ocorre em meio a uma crise no governo Milei, marcado por denúncias de corrupção que envolvem sua irmã, Karina Milei, e o subsecretário Eduardo “Lule” Menem. A Justiça investiga um suposto esquema de propinas na compra de medicamentos, revelado em áudios atribuídos ao ex-dirigente da ANDIS, Diego Spagnuolo, que citam pagamentos mensais de até US$ 800 mil.
A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, responsabilizou o kirchnerismo pelo ataque e disse que houve risco para famílias que acompanhavam o ato. Já o subsecretário de Comunicação, Javier Lanari, classificou o episódio como “tentativa de assassinato”.
Após o tumulto, Milei compartilhou postagens condenando os ataques e publicou foto ao lado de Espert e de sua irmã Karina.
A crise política também se intensifica no Congresso. O presidente acumula derrotas legislativas, rompeu com a vice Victoria Villarruel e viu sua aprovação cair para 41% em meio às disputas. Ainda assim, seu partido lidera as pesquisas para as eleições de meio de mandato em outubro.
Da Agência Fonte Exclusiva.







