Um casal da Califórnia ingressou nesta terça-feira (26) com a primeira ação judicial que acusa a OpenAI de homicídio culposo. Matt e Maria Raine afirmam que o filho, Adam, de 16 anos, tirou a própria vida após interações com o ChatGPT, que teria validado pensamentos suicidas do adolescente.
Segundo a ação, Adam usava a ferramenta desde 2024 como apoio escolar e para explorar interesses pessoais, mas acabou transformando o chatbot em seu “confidente mais próximo”. Nos meses seguintes, passou a relatar episódios de ansiedade e automutilação, chegando a discutir métodos de suicídio com a inteligência artificial.
Registros anexados ao processo indicam que, em janeiro de 2025, Adam expôs ao ChatGPT seu plano de morte. O sistema respondeu: “Obrigado por ser direto sobre isso. Você não precisa suavizar comigo, sei o que está perguntando e não vou desviar disso”. Horas depois, o jovem foi encontrado morto pela mãe.
A ação, movida no Tribunal Superior da Califórnia, cita a OpenAI, seu CEO Sam Altman e engenheiros responsáveis pelo ChatGPT. Os pais acusam a empresa de negligência e de ter lançado o GPT-4o sem protocolos de segurança adequados, alegando que a interação e a morte do filho foram “um resultado previsível de escolhas deliberadas de design”.
Em comunicado, a OpenAI declarou sentir “profunda solidariedade” à família e reconheceu que “em situações sensíveis, houve momentos em que os sistemas não se comportaram como esperado”. A empresa afirmou que o ChatGPT é treinado para recomendar apoio profissional e informou trabalhar em ferramentas mais eficazes para identificar usuários em sofrimento emocional.
O processo pede indenização e uma medida cautelar para evitar que casos semelhantes ocorram novamente.
Da Agência Fonte Exclusiva.








