Polícia Federal conclui inquérito sobre pesquisa qualitativa do PRO 4 divulgada na Folha da Manhã durante a eleição;
Da redação
Já está concluso para o Delegado da Polícia Federal de Campos dos Goytacazes-RJ, Gilvan Cleófilas Garcia de Paula, o inquérito 0292/2016, que apura uma lambança na eleição municipal do ano passado.
ENTENDA O CASO
O Instituto PRO 4, que na eleição esteve associado ao jornal Folha da Manhã e alinhado ao prefeito eleito Rafael Diniz (PPS), convocou um grupo de pessoas ao Hotel Terrazo, todas devidamente remuneradas, a pretexto de participar de uma pesquisa qualitativa. A Justiça Eleitoral recebeu a informação de que se tratava de uma compra de votos.
A fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral comprovou a existência do encontro e pediu o número do registo da pesquisa junto à Justiça Eleitoral. O diretor e proprietário do Instituto, Murilo Dieguez, não apresentou e explicou que pesquisa qualitativa é para consumo interno e neste caso a legislação dispensa o registro, principalmente levando-se em conta que o resultado não é divulgado. Beleza.
O grande problema é que o PRO 4 não informou quem encomendou a pesquisa e (o que é mais grave), semanas depois a coluna assinada por Dieguez no mesmo jornal Folha da Manhã deu ampla divulgação ao resultado da qualitativa em plena vigência do calendário eleitoral. Uma simples leitura no relatório da fiscalização do TRE é o suficiente para concluir que tem trovoada no caminho.
A Folha da Manhã e PRO 4, recentemente, foram condenados no TRE, com sentença mantida em última instância, por conta de publicação irregular de pesquisa eleitoral na cidade de Quissamã-RJ.
*Agência VIU!








