Juiz pesa a mão em episódio envolvendo apartamento de São Bernardo; advogado Cristiano Zanin diz que ele age como investigador e acusador;
Da redação
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sapateando sobre as derrapadas do juiz Sérgio Moro, magistrado que comanda o julgamento da Operação Lava-Jato em primeira instância.
É notório que Moro perdeu a dosimetria e confunde o papel de magistrado com o de investigador. A derrapada mais recente se dá com os recebos de alugueis de um apartamento.
Nesta sexta-feira (13), o juiz deu prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente entregue os recibos originais imóvel localizado em São Bernardo do Campo (SP), vizinho ao que mora o ex-presidente.
No fim de setembro, os advogados de Lula entregaram cópias dos recibos, mas o Ministério Público Federal (MPF) pediu que veracidade dos documentos seja verificada. A medida foi tomada na ação penal na qual o ex-presidente é réu na Justiça Federal em Curitiba. O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, divulgou nota oficial criticando a conduta de Sérgio Moro. Leia:
MORO NÃO SE CONFORMA QUE A ACUSAÇÃO RUIU
Mais uma vez o juiz Sérgio Moro age como investigador e acusador, fora de suas funções e sem imparcialidade, ao questionar de ofício (sem provocação) resposta do hospital Sírio Libanês que foi desfavorável à sua pré-estabelecida tese condenatória.
A verdade é que a absurda versão do Sr. Glaucos foi desmentida, pelos recibos e pela ausência de qualquer registro de visita do advogado Roberto Teixeira a Glaucos no hospital em dezembro de 2015. O advogado esclareceu que foi internado em meados 2016 no Sírio Libanês, fato sem qualquer relação com a falsa narrativa do Sr. Glaucos.
É repugnante que um advogado septuagenário, cardiopata e de saúde frágil seja perseguido dessa forma, tenha sua vida devassada, apenas porque o juiz não se conforma que a acusação ruiu.
O juiz Sérgio Moro não respeita a advocacia, não respeita os limites de suas funções e sobretudo, não aceita que as fantasiosas versões da acusação sejam desmentidas por fatos e documentos idôneos.
Cristiano Zanin Martins








