Mesmo sem representação entre servidores de Macaé-RJ, Sindsprev tenta paralisar atendimento em hospital com apenas 15 grevistas|
O Sindicato dos Previdenciários (Sindsprev) precisa ser responsabilizado judicialmente. É uma entidade partidária (serve de aparelho para a deputada Rejane, do PC do B), afronta a justiça e não tem o menor responsabilidade diante da sociedade.
Sem representação ou base em Macaé, no Norte Fluminense, esta entidade convocou ilegalmente uma greve de técnicos de enfermagem no Hospital Público Municipal (HPM). Conseguiu a adesão de apenas 15 profissionais, que nesta quarta-feira (16/03) se concentraram em frente a unidade hospitalar para aterrorizar pacientes, alguns, com cirurgias marcadas.
O pequeno grupo de grevistas abordavam pacientes para informar que a unidade estava fechada por falta de médicos e materiais, e que as cirurgias estavam canceladas. A unidade, no entanto, funcionava normalmente e todos os procedimentos cirúrgicos mantidos.
Um dos pacientes abordados, a mãe de um jovem de 18 anos, chegou ao hospital para tratar de uma cirurgia marcada para o filho e só não desistiu porque procurou maiores informações junto a direção da unidade, conforme atesta termo de declaração ao lado lado que deverá ser encaminhado para abertura de inquérito policial.
Tem algo ainda mais criminoso nesta iniciativa. O Sindsprevi não tem associados na prefeitura de Macaé, portanto, não teria a menor legitimidade para convocar de um movimento grevista entre servidores do município. Sua carta sindical o tipifica como sindicato de previdenciários, portanto, invade a representação do Servidores Públicos Municipais de Macaé (Sindservi), reconhecido legalmente como representante da categoria.
Outro agravante é que direção do HPM já denunciou a greve e uma decisão judicial declarou que o movimento é ilegal. Por se tratar de um serviço essencial, saúde é um setor extremamente suscetível a enfrentar problemas com esse tipo de conduta irresponsável. Caberá não apenas inquérito policial para punir a conduta criminosa, mas também inquérito administrativo visando a demissão desses servidores.








