Prefeito de Campos dos Goytacazes-RJ Rafael Diniz assume que atropelou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal;
Da redação
Sete meses depois de assumir o comando da maior cidade do Norte Fluminense, o prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz (PPS), é um gestor confuso, impreciso e aparentemente inseguro diante dos desafios impostos pela maior crise financeira que atinge o país.
Nesta quinta-feira (27) ele utilizou sua página no Facebook para anunciar que ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece o teto de 54% dos gastos da receita própria com folha de pagamento. Ele, na verdade, já deve ter passado dos 60%.
O que estava escrito nas estrelas agora se tornou uma confissão inconteste de que o governo abusou da conta nomeando amigos em cargos comissionados, contratando RPAs e praticando outras travessuras, como loteamento de cargos visando atrair vereadores do núcleo do adversário Anthony Garotinho para a base aliada. A eleição do vereador Marcão Gomes (Rede) para mesa diretora do legislativo foi dos motivadores e pelo que tudo indica a conta chegou salgada. Enquanto o governo sangra, Marcão cuida de si. Está em campanha para a Alerj.
No mesmo vídeo Diniz anuncia que não dará reajuste aos servidores efetivos, mas confirma que pagará a folha de pagamento na segunda-feira, dia 31. Por outro lado, diz que vai atrasar os salários de todos os cargos comissionados, que receberão o mês de julho no dia 5 de agosto. É a primeira vez que essas duas folhas são desvinculadas para datas diferentes. Mas justiça seja feita: pelo menos agora Diniz priorizou o servidor efetivo, pois até aqui a maior massa salarial na administração é a tropa comissionada. Só na conta dos nomeados no primeiro escalão, todo mês, chove R$ 10.500 de salário, fora décimo terceiro e férias.
Tem sementes de verdades naquilo que o prefeito de Campos falou nesta quinta-feira. Ele foi pontualmente sincero ao chutar o ufanismo da mídia governista, que nos últimos dias, chegou a alardear que o município tinha resolvido por meio de uma bate papo no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) o imbróglio com a Caixa Econômica Federal. É o próprio prefeito que diz: o máximo que o município conseguiu foi adiar o sofrimento.
No ano passado o município de Campos conseguiu uma antecipação de royalties com a Caixa Econômica Federal, dívida que deve ser quitada em parcelas. Em janeiro, amparado por uma liminar em primeira instância, o município deixou de pagar, mas o credor entrou com recurso e a coisa ainda caminha para um arresto nas contas da prefeitura, caso não haja um entendimento.
Como o portal e revista VIU! já afirmaram em artigos e reportagens, a situação financeira de Campos dos Goytacazes é gravíssima. A arrecadação caiu e a despesa, principalmente, com funcionalismo subiu.
Uma reforma administrativa se faz urgente. Rafael Diniz terá que demitir. Será obrigado a quebrar ovos para fazer omeletes. É bom preparar o ânimo e a paciência, porque os vereadores ficarão indóceis, a mídia faminta que está muda ficará faladeira. Como diz o dito popular, “em casa que falta pão todo mundo grita e ninguém tem razão”.
No núcleo do próprio governo, a conspiração interna tende a frutificar, na mesma proporção em que as ruas e as redes sociais estarão cada vez mais virulentas. Dias mais turvos virão na terra do açúcar, do petróleo e da jabuticaba.
*Agência VIU!








