*Com Clique Diário
Cerca de 400 motoristas que trabalham para o aplicativo Uber, em Macaé (RJ), no Norte Fluminense, participaram de uma carreata nesta quarta-feira (19) em protesto contra o assassinato do colega Anderson Cruz Elias, de 41 anos.
Os carros seguiram o cortejo do corpo que foi transportado do Instituto Médico Legal (IML), até a sede da Associação de Moradores do bairro Jardim Aeroporto, comunidade onde o motorista morava.
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Vídeo: Facebook
Anderson foi assassinado na noite desta terça-feira (18), no Parque Valentina Miranda, ao reagir a um assalto. Ele foi atingido com um tiro na cabeça. Para simbolizar o luto, os motoristas colocaram fitas pretas nas antenas dos carros.
Os motoristas do aplicativo pedem mais segurança. A situação de vulnerabilidade diante da violência urbana, somada à precariedade da uberização no mercado de trabalho, é um drama que afeta boa parte dos trabalhadores que perderam emprego na indústria do petróleo e buscaram esta atividade como meio de sobrevivência.
“Não iremos nos calar, esse crime não será normal em Macaé. É uma situação muito triste, pois o Anderson se encontrava na mesma situação que nós, desempregado e trabalhando como motorista de aplicativo”, disse uma motorista que participava do protesto, que teve sua declaração reproduzida pelo site Clique Diário.
“O que exigimos com esse protesto é que tenhamos segurança dos dois lados, tanto das empresas dos aplicativos, quanto da polícia e Guarda Municipal, pois são vidas, tanto de motoristas, quanto de passageiros. Muitos aqui possuem famílias e trabalham para sustentá-las. Além disso, precisamos de um respaldo das empresas, que podem melhorar o repasse das informações”, disse a motorista.
O motorista, que tinha dois filhos, foi sepultado às 16h, no cemitério no Memorial Mirante da Igualdade, no bairro Virgem Santa.








