A atenção de profissionais de uma escola em Araruama, na Região dos Lagos, levou à prisão de uma mulher de 26 anos suspeita de agredir a própria filha, de 9 anos, com golpes de vassoura. A criança chegou à unidade de ensino com marcas pelo corpo e queixas de dor, o que motivou o acionamento da Polícia Civil.
A prisão ocorreu na segunda-feira (21 de setembro). Segundo a investigação, a mãe admitiu ter agredido a menina porque ela não havia realizado uma tarefa doméstica.
O caso passou a ser apurado como suspeita de tortura-castigo. A polícia também investiga relatos de possíveis episódios anteriores de violência envolvendo os outros dois filhos da mulher, de 6 e 8 anos.
Exame de corpo de delito confirmou ferimentos
Depois que a escola comunicou a situação às autoridades, a estudante foi encaminhada para atendimento médico e submetida a exame de corpo de delito.
O procedimento identificou diversos ferimentos, com características compatíveis com lesões provocadas por ação contundente, como impactos de um objeto.
O resultado da perícia foi incorporado à investigação, junto aos relatos sobre o episódio e às informações prestadas pela mãe durante o depoimento.
A atuação da escola permitiu que a criança recebesse assistência e que os sinais de violência fossem formalmente comunicados aos órgãos responsáveis.
Mãe disse que agrediu menina por tarefa doméstica
De acordo com a Polícia Civil, a mulher confirmou durante o interrogatório que atingiu a filha com uma vassoura após a criança deixar de cumprir uma atividade em casa.
A investigada também reconheceu ter ultrapassado os limites ao tentar repreendê-la.
Os policiais analisaram o depoimento em conjunto com o laudo pericial e os demais elementos reunidos para esclarecer as circunstâncias da agressão.
A apuração foi ampliada após surgirem informações sobre a convivência familiar e a possibilidade de que a violência não tenha se limitado ao episódio identificado pela escola.
Polícia apura relatos envolvendo outras duas crianças
Além da menina de 9 anos, a mulher tem filhos de 6 e 8 anos.
Durante as diligências, investigadores ouviram familiares e profissionais da unidade de ensino. Segundo a Polícia Civil, os relatos indicaram a possibilidade de agressões anteriores contra as crianças.
As informações ainda serão examinadas para esclarecer se houve outros episódios de violência e em quais circunstâncias eles teriam ocorrido.
A investigação busca individualizar os fatos, considerando os depoimentos e os elementos técnicos obtidos até o momento.
Mulher foi presa por suspeita de tortura-castigo
Com base no conjunto de informações reunidas, a Polícia Civil prendeu a mulher pela suspeita de tortura na modalidade conhecida como tortura-castigo.
Essa classificação pode ser aplicada quando uma pessoa submetida à guarda, ao poder ou à autoridade de outra é exposta a intenso sofrimento físico ou mental como forma de castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.
No caso investigado em Araruama, a suspeita está relacionada à agressão praticada pela mãe contra a filha em razão de uma tarefa doméstica não realizada.
Após os procedimentos policiais, a mulher seria encaminhada ao sistema prisional e permaneceria à disposição da Justiça. A responsabilização criminal dependerá da apuração dos fatos e das decisões judiciais.
O caso destaca a importância da identificação e da comunicação de sinais de violência contra crianças. Foi a observação dos profissionais da escola que possibilitou o atendimento da estudante e o início da investigação.
*Da Agência Fonte Exclusiva








