A triste narrativa de um pai de três filhos, com esposa grávida e que não tem comida em casa;
Da redação
Existem imagens que falam por mil palavras e quando as imagens e as palavras se casam são capazes de promover narrativas demolidoras por meio das redes sociais. De forma instintiva, o cozinheiro Inácio Silva, de 30 anos, conseguiu este feito.
Funcionário da creche Glicério Carlos Neto, no Parque Lebret, na periferia de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, ele resolveu usar sua página no Facebook para protestar contra a falta de pagamentos que está submetendo sua família a condição de indigência. Veja vídeo:
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Canal VIU! – youtube.com/canalviu
O desabafo viralizou, atingindo quase 30 mil visualizações em menos de 24 horas. Em dois minutos e cinquenta segundos, a imagem que toca sensibilizar o internauta é de um homem alto, forte, chorando e afirmando que levaria comida da creche municipal para alimentar sua família (três filhos menores e a mulher grávida), porque está passando fome.
“Fui movido pelo desespero. Foi a gota d´água. Depois de três meses sem receber, meu último salário foi R$ 110. Agora fomos informados que só teremos salário em dezembro, porque o prefeito vai priorizar os funcionários do Hospital Ferreira Machado”, explicou ao conversar com a reportagem do Portal VIU! por telefone. Ele afirma que centenas de trabalhadores estão na mesma situação.
RELAÇÃO TRABALHISTA
Inácio trabalha por meio do Regime de Pagamento Autônomo (RPA). Não tem vínculo empregatício e nem direito a benefícios, como 13º salário. É um modelo de relação trabalhista controverso, que chega a ser descrito como análogo à escravidão. Na prefeitura de Campos tem o agravante desses trabalhadores receberem quantias bem abaixo do salário mínimo.
Evangélico da Igreja Batista, no vídeo ele pede aos fiéis da igreja o compartilhamento do vídeo nos grupos de oração. Ele salienta que os alunos da creche também estão penalizados pela falta de alimentos. “Só está chegando carne e polpa de fruta. O açúcar quem comprou foi a diretora com dinheiro do próprio bolso”, diz. Para conseguir alimentar a família, o cozinheiro vai almoçar e jantar na creche.
*Agência VIU!








