Motorista que matou um bebê e feriu 16 pessoas aparece em rede social com crachá da Globo News;
Da redação
O delegado da 12ª Delegacia de Polícia Gabriel Ferrando disse, na manhã desta sexta-feira (19), que um possível ataque epilético no motorista Antônio de Almeida Anaquim é a principal linha de investigação sobre o atropelamento de 17 pessoas na Praia de Copacabana, na noite de ontem (18). Até o momento, a avaliação do delegado é de que o crime foi um homicídio culposo, em que não há intenção de matar, e que o suspeito deve responder em liberdade. Nas redes sociais, internautas exibiram fotos do motorista com crachá da Globo News, mas não há informações se tem ligações funcionais com a emissora das Organizações Globo. A emissora diz que o nome não consta na relação de funcionários e ex-funcionários.
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“Ele narra que teria tido uma espécie de disritmia, decorrente do problema epilético. Segundo ele, essa disritmia causa nele um apagão”, disse o delegado, que mantém o motorista na delegacia até o momento, para continuar com os esclarecimentos. “Esse apagão, segundo ele, teria ocasionado a perda de consciência temporária no momento em que estava conduzindo o veículo”.
O delegado afirmou que nenhuma hipótese ainda está descartada e que a vida pregressa do motorista continuará sendo investigada. Na opinião de Ferrando, com as informações que ele tem até o momento, não há como indiciar o motorista por homicídio doloso, quando há intenção de matar, nem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.
“Trabalhar com a hipótese, com os elementos que eu tenho no momento, de que ele tinha a intenção ou assumiu o risco, eu acho temeroso”.
Bebê morre e mais de 10 pessoas ficam feridas em #atropelamento em #Copacabana https://t.co/SuIH9sEPim pic.twitter.com/izHVTbcdDG
— Agência EFE (@BrasilEFE) January 19, 2018
O delegado argumentou que a legislação não prevê prisão em flagrante para casos de atropelamento em que o motorista se mantém no local do incidente. A prisão também foi descartada até o momento porque os exames iniciais não apontaram ingestão de álcool e outras substâncias, e também porque o motorista não participava de um pega. Ferrando também considera que a alta velocidade, ao que tudo indica, foi causada pela disritmia.
ENTENDA O ACIDENTE
Um bebê de oito meses morreu e 16 pessoas ficaram feridas no atropelamento. O motorista responderá pelo homicídio do bebê e lesão corporal das outras pessoas.
Testemunhas estão sendo ouvidas na tentativa de esclarecer o caso, incluindo uma mulher que estava no carro no momento do atropelamento. Segundo o delegado, ela corrobora a versão de que houve um ataque epilético.
“A testemunha narra que ele estava dirigindo, e ela foi surpreendida com a paralisia dele. Ele teria tido um apagão enrijecido”, conta o delegado.
O delegado contou que ainda não recebeu informações oficiais do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran) sobre a situação do motorista, mas confiscou a carteira de habilitação dele como medida cautelar.
Ferrando considera que, mesmo que fique provado que o motorista mentiu sobre a doença no exame médico do Detran, ou que estava com a carteira de habilitação vencida, isso não muda o entendimento de que não houve intenção de matar.
“A situação dele vai ser agravada no que diz respeito às pena. O que estamos discutindo aqui é a voluntariedade”, disse o delegado
Além de informações oficiais do Detran, a Polícia Civil aguarda ainda o resultado de exames mais detalhados de sangue e urina, além de câmeras de segurança instaladas perto do local do acidente que possam ter registrado o atropelamento de prédios e câmaras da Prefeitura. Na opinião do delegado, é possível que a investigação do caso seja encerrada em até 30 dias.
*Matéria atualizada em 19/01/2017 às 16h30min
*Agência VIU!








