Ajustes em Campos-RJ também terão que atingir cargos comissionados e RPAs; redução na folha terá que chegar a R$ 70 milhões;
Da redação
Com a recente queda na indenização do petróleo, via participação especial, acendeu a luz vermelha na administração do prefeito Rafael Diniz (PPS), em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense.
A restrição fiscal é inequívoca e sufocante, como revelam os números da execução orçamentária do primeiro semestre. O governo local está se defrontando com cinco itens desafiadores: saúde, administração, educação, assistência social e transporte. Dias amargos virão.
Confira:
SAÚDE
A secretaria de Saúde é o caso mais dramático. A dotação orçamentária (autorização legislativa para gastar) em 2017 é de R$ 575 milhões. No primeiro semestre, Rafael Diniz gastou R$ 353 milhões. Mantendo o ritmo vai ultrapassar o teto, chegando aos R$ 700 milhões. Portanto, o quadro exige um corte cirúrgico de R$ 125 milhões ao longo dos próximos meses.
EDUCAÇÃO
A segunda maior despesa é a Educação, mas devido ao repasse do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), as contas estão dentro do previsto e o gasto deve atingir este ano R$ 300 milhões.
FOLHA DE PAGAMENTO
A terceira mais conta no organograma é a Administração e também apresenta um forte desequilíbrio. São 1.500 cargos comissionados com salário médio de R$ 5 mil e os RPAs. A dotação é de R$ 252 milhões. No primeiro até junho foram gastos 140 milhões. Para se ajustar, o corte nesta pastar terá que chegar a R$ 70 milhões.
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Na Assistência Social, que inclui o Cheque Cidadão, o orçamento é de R$ 51 milhões. O governo já gastou 31 milhões. Só na função Transportes, onde está a tarifa social, o orçamento é de R$ 21 milhões. Já foram gastos 16 milhões.
Com a redução de beneficiários no Programa Cheque Cidadão a duplicação da tarifa de ônibus, o orçamento tende a se equilibrar.
*Agência VIU!








