O Gabinete de Crise de Combate à Covid-19 de Campos dos Goytacazes (RJ) se reuniu nesta segunda-feira (5), para decidir sobre as medidas restritivas impostas no final do mês de março.
A maior cidade do interior segue na Fase Vermelha, com restrições ao funcionamento do comércio e de redução de circulação de pessoas, em medidas que serão publicadas ainda hoje no Diário Oficial.
No encontro, foi apresentado pelo grupo técnico de médicos e pesquisadores que mostram Campos com variantes dos vírus mais agressivas no contágio e na letalidade, com 33 pessoas na fila de espera por leitos de UTI (24 pacientes) e clínicos (09 pacientes).
“Estamos à frente de uma máquina de matar, extremamente efetiva ou eficiente”, disse, Charbell citando a capacidade do vírus se desdobrar em mutações mais agressivas, como a P1 que é a dominante no Rio, que é alvo de sequenciamento genômico cujo resultado deve ser apresentado essa semana, para identificar a presença ou não da variante na cidade.
Segundo Charbel, o vírus é de internação longa, o que significa que um paciente sai de alta da internação com 22 dias ou que, em média, morre com 19 dias de internação clínica.
“É um paciente clinicamente que anda no limite entre a vida e a morte, precisando de fisioterapia, de oxigênio, de cuidados especiais. A restrição de duas semanas ainda mantém casos, porque demora a produzir resultados”, afirmou.
Wladimir Garotinho disse que neste fim de semana havia quatro pessoas rodando a cidade em ambulâncias, sem conseguir vagas.
“Passei o domingo ligando para a regulação da secretaria estadual de Saúde para que os pacientes de fora, de outras cidades, que são regulados aqui, pudessem ser regulados em outros locais, porque isso tem aumentado a nossa fila de espera e não há o que fazer”, afirmou o prefeito.








