A Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ), norte fluminense, iniciou nesta sexta-feira (17) os mutirões de combate ao mosquito Aedes aegypti – transmissor da chikungunya, dengue e zika.
A cidade enfrenta um surto de chikungunya, atendendo uma média de 80 pessoas com sintomas da doença diariamente.
Segundo reportagem do Porta VIU!, Campos registra um aumento de 700% de casos de chikungunya, na comparação entre os índices registrados em janeiro do ano passado e janeiro deste ano. Já são mais de 2,5 mil casos no primeiro quadrimestre de 2019, segundo informações do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedis Aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde.
O mutirão é realizado por agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Superintendência de Limpeza Pública (Sulimp), Superintendência de Postura e Secretaria de Desenvolvimento Ambiental.
Travessão, KM 13, KM 15 e Jardim Aeroporto foram as primeiras comunidades a receber os serviços, com a visita de 12,3 mil imóveis.
O diretor do CCZ, Marcelo Sales, ressalta que o critério para início das ações foi o resultado do segundo LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) do ano de 2019, realizado durante a última semana, com índice de 4.4%, sendo considerado de alto risco.
“Vale ressaltar que o CCZ mantém durante o ano todo o trabalho de visitas regulares”, disse.
A maior parte dos focos do Aedes, segundo ele, foi encontrada em residências habitadas, sendo: 45% em vasos de plantas, 16,4% em ralos sem uso frequente, lajes e calhas, só aí já totalizando 61,4%.
“ Isso caracteriza que o perigo está dentro das nossas casas e portanto precisamos nos dedicarmos mais nas medidas preventivas. É extremamente importante que a população colabore com ações, tanto no recebimento da visita dos agentes quanto diariamente, revisando seus quintais”, afirmou Marcelo Sales.
Travessão é a área que concentra hoje o maior número de casos de chikungunya no município.








