O estado do Rio de Janeiro registra um aumento de casos da febre chikungunya desde janeiro. As autoridades alertam para um surto, principalmente, em cidades do interior, segundo informa a agência Sputnik News.
Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, já são 2,5 mil casos no primeiro quadrimestre de 2019, segundo informações do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde.
Reportagem recente do Portal VIU! destaca que a rede saúde do município atende uma média 80 pacientes diariamente com sintomas da doença.
Em entrevista à Agência Brasil, o subsecretário de vigilância em saúde do estado, Alexandre Chieppe, admitiu que a situação atinge todo o estado, além de focos na capital.
“A gente tem observado um aumento importante de casos de chikungunya tanto na região norte, envolvendo principalmente Campos de Goytacazes, quanto na região noroeste, em que Miracema, regiões mais afetadas”, disse o subsecretário, citado pela agência.
Ainda não há vacina contra o chikungunya. No entanto, pessoa que já contraiu a doença é considerada imune a nova infecção pelo vírus. Mas o subsecretário adverte que um grande contingente da população não possui imunidade.
“O chikungunya vem circulando há alguns anos com pouca intensidade, mas desde o ano passado isso começou a aumentar”, alertou.
SITUAÇÃO NO ESTADO
Até 14 de maio deste ano, foram registrados 26.055 casos da doença no estado, contra 20.234 no mesmo período de 2018. Para conter o surto, a Secretaria Estadual de Saúde reforçou as campanhas contra a proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti em escolas e nos meios de comunicação.
Na cidade do Rio, foram registrados 9.251 casos até 13 de maio deste ano, sendo a maior parte deles na zona oeste. A região de Jacarepaguá soma 1.308 casos, seguida por 1.380 na área de Campo Grande, 693 na área de Bangu e 653 na área de Santa Cruz.
Em Campos dos Goytacazes, a Prefeitura iniciou nesta sexta-feira (17) os mutirões de combate ao mosquito Aedes aegypti.
O mutirão é realizado por agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Superintendência de Limpeza Pública (Sulimp), Superintendência de Postura e Secretaria de Desenvolvimento Ambiental.
Travessão, KM 13, KM 15 e Jardim Aeroporto foram as primeiras comunidades a receber os serviços, com a visita de 12,3 mil imóveis.








