O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (8) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente pudesse receber uma visita especial no Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9).
A solicitação havia sido apresentada pelos advogados de Bolsonaro na quarta-feira (5). Ao analisar o pedido, Moraes considerou que a autorização não poderia ser concedida diante de uma determinação anterior que suspendeu temporariamente as visitas ao ex-presidente.
Restrição foi determinada em julho
Segundo a decisão, uma medida adotada em 17 de julho de 2026 estabeleceu a suspensão das visitas por um período de 30 dias. A determinação prevê exceções para profissionais envolvidos no atendimento médico, fisioterapeutas e advogados.
Moraes afirmou que a restrição foi aplicada após o ex-presidente descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. A decisão mencionada pelo ministro está relacionada ao primeiro item das determinações judiciais estabelecidas para Bolsonaro.
Carta de apoio motivou medidas
Entre os episódios considerados no processo está a divulgação de uma carta de apoio ao ex-presidente por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que naquele período era pré-candidato à Presidência da República.
Após o entendimento de que houve descumprimento das medidas cautelares, Moraes também determinou anteriormente a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai pelo período de 90 dias.
Com a decisão deste sábado, Bolsonaro não poderá receber a visita especial solicitada para o Dia dos Pais. Continuam permitidos os encontros que se enquadram nas exceções previstas pela decisão judicial, incluindo aqueles relacionados ao atendimento médico, fisioterapêutico e à atuação dos advogados.
A decisão mantém, portanto, as restrições estabelecidas anteriormente pelo Supremo enquanto estiver vigente o período de suspensão determinado pelo ministro.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








