O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou neste sábado (21) em Bogotá para participar da 10ª cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O encontro reúne países da América Latina e do Caribe com foco na cooperação regional e no fortalecimento político do bloco.
A reunião ocorre ao longo do dia e deve abordar temas estratégicos como segurança, integração econômica e combate ao crime organizado.
Durante a cúpula, Lula pretende reforçar o posicionamento do Brasil em defesa da soberania dos países latino-americanos, especialmente diante de pressões externas.
O governo brasileiro vê o encontro como uma oportunidade para reafirmar a autonomia da região frente à influência de Estados Unidos, principalmente em temas sensíveis de segurança e política internacional.
Um dos pontos em discussão envolve a pressão para que facções criminosas brasileiras sejam classificadas como organizações terroristas, pauta que o Brasil tem tratado com cautela.
Criada oficialmente em 2011, a Celac tem como objetivo promover o diálogo e a cooperação entre países da América Latina e do Caribe sem a participação direta de potências como Estados Unidos e Canadá.
A expectativa é que o encontro deste ano resulte em uma declaração conjunta reafirmando o compromisso da região com a paz, além de fortalecer mecanismos de cooperação em áreas como inteligência e segurança pública.
A cúpula deste ano deve contar com a presença de poucos chefes de Estado. Além de Lula, participam o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves.
A menor adesão de lideranças pode impactar o peso político das decisões tomadas durante o encontro.
A programação inclui ainda o Fórum de Alto Nível Celac-África, que deve discutir parcerias estratégicas entre países do chamado Sul Global.
Entre os temas previstos estão segurança, saúde, energia e agricultura, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional entre nações em desenvolvimento.
A iniciativa busca fortalecer relações multilaterais e reduzir a dependência de países considerados mais desenvolvidos, ampliando as possibilidades de integração econômica e política entre os participantes.
*Da Agência Fonte Exclusiva








