Agências de inteligência dos Estados Unidos alertaram o governo de Donald Trump de que Israel pode tentar minar o acordo de paz em negociação com o Irã. A informação foi publicada pelo jornal The Washington Post, que citou autoridades atuais e ex-funcionários americanos familiarizados com as avaliações internas.
Segundo o relato, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrenta forte pressão política interna para manter e ampliar a campanha militar no Líbano contra o Hezbollah, grupo xiita aliado do Irã. A continuidade das operações israelenses, conforme a avaliação de inteligência, pode violar pontos centrais do entendimento em construção entre Washington e Teerã, que prevê o fim das hostilidades na região.
O relatório também aponta que a posição de Netanyahu é influenciada por fatores internos, incluindo o calendário eleitoral israelense. Mesmo após a assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, Israel manteve ataques contra o território libanês, inclusive na madrugada desta sexta-feira (19).
O presidente Donald Trump expressou repetidas vezes seu descontentamento com os ataques israelenses no Líbano, ocorridos enquanto Washington tentava consolidar um acordo preliminar com Teerã.
Uma das condições apresentadas pelas autoridades iranianas para encerrar o conflito regional é justamente o fim dos ataques israelenses contra o Líbano e a retirada das forças de Israel das áreas ocupadas no sul do país.
O alerta da inteligência americana reforça a fragilidade do processo diplomático. Para Washington, conter novas ofensivas no Líbano é essencial para preservar o memorando de entendimento com Teerã. Para o Irã, qualquer ação militar de Israel que viole o cessar-fogo pode ser tratada como descumprimento indireto dos compromissos assumidos pelos Estados Unidos.
A tensão também aumenta a pressão sobre a Casa Branca, que tenta equilibrar o apoio histórico a Israel com a necessidade de manter aberta a via diplomática com o Irã. O memorando ainda não é considerado um acordo final, mas uma etapa preliminar para tentar estabilizar a região, reduzir riscos militares e evitar nova escalada no Estreito de Ormuz.
*Da Agência Fonte Exclusiva








