Morreu na manhã deste domingo (21), aos 94 anos, Ramiro Valdés Menéndez, um dos comandantes históricos da Revolução Cubana. A informação foi divulgada pelas autoridades de Cuba em comunicado oficial e confirmada pelo presidente Miguel Díaz-Canel.
Valdés era reconhecido como Comandante da Revolução, Herói da República de Cuba e Herói do Trabalho. Ele foi uma das figuras mais importantes da geração revolucionária ligada a Fidel Castro e participou de episódios centrais da história política cubana no século XX.
O presidente Miguel Díaz-Canel expressou profundo pesar pela morte do comandante e destacou sua trajetória de dedicação à Revolução Cubana. Em mensagem pública, o líder cubano lembrou a participação de Valdés no ataque ao Quartel Moncada, na expedição do iate Granma, nos combates da Sierra Maestra e na Batalha de Santa Clara.
Nascido em 28 de abril de 1932, em Artemisa, Ramiro Valdés integrou o grupo de jovens liderados por Fidel Castro que realizou, em 26 de julho de 1953, o ataque ao Quartel Moncada, em Santiago de Cuba. A ação é considerada um dos marcos iniciais da luta armada contra o regime de Fulgencio Batista.
Depois, Valdés também participou da expedição Granma, que levou Fidel Castro, Raúl Castro, Ernesto Che Guevara e outros revolucionários do México a Cuba em 1956. O desembarque marcou o reinício da guerrilha que se consolidaria na Sierra Maestra.
Durante a luta armada, Ramiro Valdés combateu no Exército Rebelde e atuou como segundo em comando da Coluna Invasora nº 8 Ciro Redondo, liderada por Che Guevara. Ele também teve participação de destaque na Batalha de Santa Clara, episódio decisivo para a vitória dos revolucionários em 1959.
Após o triunfo da Revolução Cubana, Valdés ocupou cargos estratégicos no Estado. Foi ministro do Interior em dois períodos e também assumiu funções no Conselho de Estado, no Conselho de Ministros e no governo cubano. Nos últimos anos, era tratado como uma das principais figuras históricas ainda vivas da geração revolucionária.
A morte de Ramiro Valdés representa a perda de um dos últimos comandantes diretamente ligados aos episódios fundadores da Revolução Cubana. Em Cuba, sua trajetória é associada à luta guerrilheira, à consolidação do novo governo após 1959 e à defesa do projeto político liderado por Fidel Castro.
Autoridades cubanas prestaram condolências à família e destacaram o legado político e militar de Valdés. A causa da morte não foi informada oficialmente até o momento.
*Da Agência Fonte Exclusiva








