O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu duramente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília. A medida foi adotada nesta quinta-feira (15/1).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo classificou a decisão como um ato de perseguição política e atacou diretamente o ministro do STF. Segundo ele, a transferência demonstra insensibilidade e teria como objetivo impedir a participação e a influência de Jair Bolsonaro no cenário eleitoral.
De acordo com o ex-deputado, não houve crime por parte do ex-presidente. Ele afirmou que a prisão teria motivação política e eleitoral, com o objetivo de afastar Bolsonaro de futuras disputas presidenciais. Eduardo também criticou a negativa de concessão de prisão domiciliar, que, segundo ele, já seria injusta.
Na gravação, Eduardo Bolsonaro comparou a situação do pai com outros casos julgados pelo Supremo. Ele citou decisões envolvendo o ex-presidente Fernando Collor, nas quais houve autorização para prisão domiciliar, ressaltando que, em sua avaliação, tratavam-se de situações menos graves.
Ao final da manifestação, o ex-deputado fez um apelo político aos apoiadores. Ele afirmou que o ano é decisivo para mudanças no país e defendeu a eleição de senadores alinhados com a pauta da direita e o apoio a um presidente que, segundo ele, não compactue com o atual sistema político.
Jair Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e, com a decisão de Moraes, passará a cumprir pena no batalhão da Polícia Militar. No mesmo local estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques. Conforme a decisão judicial, o ex-presidente ficará em cela separada dos demais detentos.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Na decisão que determinou a transferência, Alexandre de Moraes destacou o cenário crítico do sistema prisional brasileiro, marcado por superlotação e déficit estrutural de vagas. O ministro citou dados do sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), que apontam a existência de 941.752 pessoas sob custódia penal no primeiro semestre de 2025.
Segundo Moraes, a execução da pena privativa de liberdade no Brasil não ocorre de forma uniforme, já que a maioria da população carcerária enfrenta condições precárias, superlotação e severas restrições a direitos básicos, especialmente no regime fechado.
*Da Agência Fonte Exclusiva








