A possibilidade de uma viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos provocou uma nova reação de parlamentares do PT. Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e Ana Elisa, deputada federal eleita por Minas Gerais, anunciaram que pretendem solicitar a prisão preventiva do senador e pedir sua inclusão na lista vermelha da Interpol.
A iniciativa ocorre após Flávio deixar de entregar seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio ampliou os questionamentos sobre o paradeiro do parlamentar, em meio a relatos divergentes sobre uma possível saída do país.
Nas redes sociais, Lindbergh criticou o descumprimento da determinação judicial e afirmou que o senador deveria ter apresentado os documentos no período estabelecido.
Moraes determinou cancelamento dos passaportes
A decisão judicial determinou o cancelamento dos passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro, além da entrega dos documentos à Polícia Federal. A medida também estabeleceu restrições relacionadas à saída do país e ao contato com o advogado Willer Tomaz.
Antes do fim do prazo, o senador publicou um vídeo afirmando que entregaria os passaportes e que não pretendia deixar o Brasil. Os documentos, porém, não foram apresentados dentro do período determinado, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
Relatos sobre possível viagem apresentam divergências
O paradeiro de Flávio passou a ser alvo de questionamentos após a circulação de notícias sobre uma possível viagem internacional. A agência Reuters publicou informações atribuídas a fontes que indicavam que o senador estaria a caminho dos Estados Unidos.
Outros veículos divulgaram versões diferentes sobre o trajeto. O jornal argentino Infobae noticiou que Flávio teria entrado na Argentina por via terrestre e seguido para Puerto Iguazú, onde embarcaria em um jato particular. Já o Clarín informou que o voo fretado com destino a Miami teria sido cancelado antes da decolagem.
Autoridades argentinas negaram que o senador tenha entrado no país ou solicitado asilo político. Diante das versões divergentes, o percurso atribuído ao parlamentar e a possibilidade de uma viagem aos Estados Unidos precisam ser tratados com cautela, enquanto não houver confirmação oficial.
Deputados citam outras investigações
Rogério Correia afirmou que o pedido anunciado pelos parlamentares também deverá considerar investigações relacionadas ao senador. Entre os episódios mencionados estão questões envolvendo o advogado Willer Tomaz e suspeitas de irregularidades financeiras.
Correia também citou a busca por recursos para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades e afirma que o longa foi financiado com recursos privados.
O deputado ainda fez acusações relacionadas a supostos repasses de dinheiro vinculados ao Banco Master e mencionou outros episódios que, em sua avaliação, deveriam ser considerados na iniciativa judicial.
As declarações são alegações feitas pelo parlamentar e não comprovam, por si só, responsabilidade criminal de Flávio Bolsonaro.
Pedido depende de análise das autoridades
Os deputados anunciaram a intenção de solicitar a prisão preventiva e a inclusão do senador na lista vermelha da Interpol. Essas medidas, contudo, não são automáticas: dependem de fundamentação jurídica e da análise das autoridades competentes.
Flávio Bolsonaro tem mandato no Senado até fevereiro de 2027. O encerramento do mandato pode alterar a competência para julgar determinados processos, conforme a natureza de cada investigação e as regras aplicáveis ao foro por prerrogativa de função.
Até que os pedidos sejam formalizados e analisados, não há garantia de que as medidas pretendidas pelos parlamentares serão adotadas.
*Da Agência Fonte Exclusiva





