A dois dias do primeiro turno das Eleições 2026, o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta sexta-feira (2) que seus advogados estão preparando um possível mandado de segurança para tentar adiar a votação por uma semana. Até o momento, porém, a medida não foi apresentada à Justiça, e o próprio candidato disse que ainda avalia se irá protocolá-la.
A declaração foi feita durante uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O ato reuniu cerca de 30 apoiadores e ocorreu após o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo na noite de quinta-feira (1º).
Durante o protesto, Cury afirmou que chamou advogados para estudar a possibilidade de ingressar com a ação judicial. Segundo ele, a iniciativa está relacionada à sua insatisfação com decisões e procedimentos adotados pelas instituições brasileiras.
“Estou tão decepcionado com as instituições brasileiras que, por alguns momentos, chamei alguns advogados para fazer até um mandado de segurança para adiar essas eleições por mais uma semana. Não pedi ainda, mas nós estamos elaborando esse mandato e não sei se o faremos”, declarou.
Candidato critica atuação das instituições
Durante a manifestação, Cury também afirmou que considera necessário discutir mudanças na atuação das instituições brasileiras. O candidato disse respeitar o STF e mencionou o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ao defender que, em sua avaliação, algumas decisões sejam revistas.
“Estou aqui fazendo um protesto em função da democracia brasileira, que na minha opinião está morrendo. Eu respeito o STF. Espero que o dr. Fachin possa corrigir algumas distorções junto com os ministros que também respeito”, afirmou.
Até o momento, não há registro público de um mandado de segurança protocolado por Cury com pedido para alterar a data da votação. A eventual apresentação da ação ainda dependerá da decisão do candidato e de seus advogados.
Debate da Globo foi cancelado
O protesto ocorreu um dia depois de a TV Globo cancelar o debate presidencial que estava marcado para 1º de outubro. A decisão aconteceu após uma sequência de mudanças judiciais envolvendo as regras do programa e a participação dos candidatos.
Entre as decisões estava uma determinação da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impediu a emissora de exibir de forma destacada o espaço vazio reservado a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria do encontro. A decisão também restringiu a possibilidade de perguntas dirigidas ao candidato ausente durante o bloco de tema livre.
Na mesma quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate. A decisão ocorreu após uma disputa judicial sobre os critérios para participação no programa.
A combinação das decisões judiciais e das alterações na composição do debate acabou modificando as condições previamente estabelecidas pela emissora. Com a desistência de Flávio Bolsonaro (PL) e a ausência já anunciada de Lula, a Globo decidiu cancelar o encontro horas antes de sua realização.
Cury diz que não pretende apoiar candidato no segundo turno
Durante o ato, o candidato também criticou a ausência de outros concorrentes no debate e afirmou que não pretende apoiar nenhum candidato caso a disputa presidencial avance para o segundo turno.
Cury ainda defendeu que eventuais responsáveis por decisões que considera equivocadas sejam responsabilizados, mas afirmou que aqueles que conseguirem demonstrar que não cometeram irregularidades devem ser considerados inocentes.
“Quem deve e se errou vai ter que se defender. Se se defendeu e não errou, ele está livre”, declarou.
Primeiro turno acontece neste domingo
De acordo com o calendário oficial do TSE, o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado neste domingo (4), das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Se houver segundo turno nas disputas para presidente e governador, a votação está marcada para 25 de outubro.
Até o momento, a possibilidade mencionada por Augusto Cury permanece apenas em fase de elaboração. Não foi informado publicamente o tribunal ao qual a eventual ação seria apresentada nem houve decisão judicial determinando qualquer alteração na data prevista para a votação.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








