O clima político e judicial em Brasília se intensificou nesta sexta-feira (28) com informações sobre a saúde de figuras do governo passado. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma lista detalhando doenças e comorbidades do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente à concessão de prisão domiciliar humanitária para o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Heleno, de 78 anos, cumpre pena de 21 anos na ação penal da trama golpista e está atualmente custodiado em instalação do Exército, prerrogativa prevista para militares. A defesa apresentou relatórios médicos apontando Alzheimer em estágio inicial, além de histórico de transtorno depressivo e transtorno misto ansioso-depressivo. O procurador Paulo Gonet considerou a prisão domiciliar humanitária “recomendável e adequada”, destacando que a medida é proporcional à idade e ao estado de saúde do general. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
– Mesmo estando em condição de segurança nos Estados Unidos, em 2023, @jairbolsonaro optou voluntariamente por retornar ao Brasil, plenamente ciente dos riscos jurídicos, políticos e institucionais decorrentes do atual contexto nacional e internacional.
– Suas decisões sempre se… pic.twitter.com/o2nuFH6fHo
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) November 28, 2025
Paralelamente, Carlos Bolsonaro compartilhou nas redes sociais os problemas de saúde do pai, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Entre as condições listadas estão refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão, doença aterosclerótica do coração, estenose de carótidas, apneia do sono e carcinoma de células escamosas na pele, além de episódios de soluços persistentes e vômitos. O vereador afirmou que Jair Bolsonaro está “psicologicamente abalado” desde o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
Carlos Bolsonaro defendeu ainda a decisão do pai de retornar ao Brasil em 2023, após passar o fim de ano nos Estados Unidos, e rebateu críticas de suposta tentativa de fuga da Justiça. Segundo ele, Bolsonaro assumiu riscos ao retornar e enfrentou ataques pessoais e “sacrifícios imensos”. O parlamentar concluiu suas postagens exaltando a resistência política do ex-presidente e afirmando que ele retornará “mais forte” em 2026.
*Da Agência Fonte Exclusiva








