O ex-governador Anthony Garotinho tem duas cartas para o jogo sucessório de Campos dos Goytacazes (RJ) em 2020.
Seu Ás de Ouro é a esposa Rosinha Garotinho, que governou a cidade de 2009 a 2016. A segunda carta é o filho, o deputado Wladimir Garotinho (PSD).
No caso de Rosinha, existem obstáculos a superar. Ela teve contas rejeitadas na Câmara de Vereadores e foi condenada no processo da Operação Chequinho em 2ª instância, medidas que a tornam inelegível.
Garotinho, no entanto, acredita na possibilidade de habilitar Rosinha.
“Existem erros na origem da Operação Chequinho que provocará a anulação deste processo. É a famosa teoria do fruto da árvore envenenada”, diz.
Já no âmbito da Câmara de Vereadores, o ex-governador destaca que a anulação da Chequinho derrubará a condenação de vereadores aliados, um efeito que pode ser comparado a derrubada de um castelo de cartas.
Com base nesta hipótese, os vereadores cassados na Chequinho recuperariam os seus respectivos mandatos, o que provocaria uma mudança na correlação de forças do legislativo local.
“Neste contexto pediremos uma revisão do julgamento das contas de Rosinha no legislativo, porque ela não teve direito de defesa”, destaca.
Já a candidatura de Wladimir Garotinho é o plano B, caso a missão Rosinha não prospere.
“Neste caso teríamos uma eleição mais disputada por dois candidatos: Wladimir e Caio Vianna (PDT). O candidato da máquina estaria fora”.
Para Garotinho, o prefeito Rafael Diniz neste momento seria o melhor adversário em um eventual segundo turno, mas ainda falta um ano e meio para a sucessão de 2020. A análise do ex-governador contraria a avaliação de analistas no processo político local.
“Eu, particularmente, ainda tenho dificuldades de avaliar uma eleição em Campos com o candidato da máquina fora de um eventual segundo turno”, diz um professor universitário que foi ligado ao antigo núcleo de pesquisas da Universidade Cândido Mendes.








